9 de jun. de 2021

“Família Tabor, transfigura a realidade hoje”

 

“Família Tabor, transfigura a realidade hoje”

Comunidade de membros Liga de Familias

 

PRIMEIRA PARTE  (2 -3 REUNIÕES ON-LINE)

 

1. Introdução

Caros irmãos e amigos da comunidade dos membros da Liga Famílias, estamos passando por tempos muito exigentes em todos os sentidos.  Podemos falar de um mundo e de uma sociedade em crise global.  Estamos no meio disso. Mais do que nunca, nossa aliança de amor deveria nos inspirar a dar tudo de nós.  Como membros, queremos ser uma resposta cheia de energia, otimismo e alegria. 

 

Este ano nos foi dado um novo lema que nos mostra o caminho imediato a seguir como Ramo e como Movimento: “Família Tabor, hoje transfigura a realidade”.  Estes são conceitos que nos são familiares, nós os conhecemos.  Mas sabemos que é melhor aprofundar estes conceitos a fim de atualizar nossas ações. É por isso que este ano queremos lhe oferecer uma série de reuniões que podem nos ajudar neste sentido.  Mas antes lembremo-nos de alguns aspectos essenciais de nossa vida e vocação como membros.

 

Nossa missão

 

Nossa missão é formar famílias que, na força da Aliança de Amor, de maneira atualizada, se empenhem por viver como santuários vivos, segundo a Sagrada Familia de Nazaré, para atuarem apostólicamente na Igreja e na sociedade, respondendo aos desafios de transformação do mundo atual.

 

Os objetivos como Liga de Famílias

 

+  Descobrir a beleza e a alegria da vocação matrimonial, levando-a a uma maior maturidade e projeção

+  Despertar para uma caminhada comunitária e familiar

+  Ajudar o casal a desempenhar seu papel na família e na educação dos filhos

+  Oferecer a espiritualidade de Schoenstatt como um auxilio para que o casal possa vencer os desafios atuais do cotidiano e da vida matrimonial

+  Oferecer um caminho de preparação à aliança de amor e à instituição do santuário-lar

+  Despertar nas familias o espírito apostólico e eclesial e o compromisso com a transformação da sociedade

+  Conduzir ao amadurecimento vocacional em Schoenstatt.

 

 

 

A vocação dos membros da Liga de Familias

 

Os membros vivem e asseguram o espírito que anima a Liga de Familias , por isso assumem maior responsabilidade pela vida do Ramo, pela concretização de seu ideal e desempenho apostólico.  Para isso assumem livremente os meios acéticos de Schoenstatt (IP, HE, EP e prestam contas a um confessor permanente).  Os membros exercem o apostolado permanente seja na família, no Movimento, na paroquia ou em outro âmbito.

 

2.  Somos a Família Tabor

 

O Pai e Fundador confiou a nos, Brasil, a sua “ideia predileta” no 20 de Abril de 1947 em Londrina.  Somos Tabor e “precisamos cuidar de nós tornarmos um Tabor no qual a Mãe de Deus pode revelar sus glórias ao mundo (Pe. J. Kentenich, Tabor Nossa Missão, p.65).

 

Ele confirma, mais uma vez, o ideal Tabor para o Brasil em 31 de Maio de 1967, ao dirigir sua última mensagem ao Schoenstatt brasileiro, por ocasião do lançamento da Pedra Fundamental do Santuário da Vila Mariana, em São Paulo:

 

“Quanto estou informado pessoalmente sobre as circunstâncias do Brasil, o mundo brasileiro está à espera da Mãe de Deus, como a Mãe, Rainha e Vencedora Tres Vezes Admirável de Schoenstatt, para a conquista deste país para o bom Deus, para o Deus Trino.  Aprenderemos sempre mais a mobilizar nossa forças e a comprovar-nos de tal maneira que possamos chamar a atenção do grande público sobre nós, a fim de que a palavra e o pedido não somente se repitam, mas também se realizem:

Clarifica te, clarifica me,

Clarifica familiam nostram,

Clarifica totem orbem terrarum! (Todo orbe da terra)

 

Mãe de Deus abençoa o Brasil!

 

O Brasil, o mundo todo, um Tabor de nossa Mãe de Schoenstatt!

Cuidaremos que não somente nossa pequena Família, mas o mundo inteiro, um dia, se tornará o Tabor de nossa Mãe Rainha de Schoenstatt” (Pe. J.Kentenich, Tabor Nossa Missão, p.182)

 

 

3. Tornar-se Tabor em quatro dimensões

Com o passar do tempo desde aquele 21 de abril de 1947, quando o Fundador anunciou às Irmãs de Maria que o Tabor é o ideal para o Brasil, este teve um processo de amadurecimento no coração da Família de Schoenstatt.  A família inteira tem gradualmente assumido esta herança espiritual.  Este processo revelou quatro dimensões dinâmicas do ideal do Tabor.  Analisemo-las e tiremos conclusões enriquecedoras para nossa vida diária pessoalmente e como comunidade de membros.

 

(Para apresentar esse tema das quatro dimensões do Tabor foi utilizado o livro “Revelando o Tabor” da Central de Assessores)

 

3.1 A dimensão bíblica

Não é possível falar de Tabor sem voltarmos à Sagrada Escritura e subirmos ao Monte Tabor com Jesus.

O Tabor é “o monte santo”, como denomina Pedro (2Pd 1,16-18).  Foi por excelência. O lugar da contemplação de Cristo transfigurada.  Localiza-se na Terra Santa , isto é no país de Israel, Oriente Medio.  Tabor é um monte da Galiléia, Terra Santa, com altura de 575 metros acima do nível do mar.  É conhecido também como o Monte da Transfiguração de Jesus, lugar das manifestares divinas.  A liturgia comemora a festa da transfiguração, festa do Tabor no dia 6 de Agosto.

 

Nossa subida ao “monte santo” das Escrituras, com os Apóstolos, nos conceda mais profundamente a graça de contemplar a Cristo e penetrar no mistério da transfiguração, a fim de entendermos a abrangência da missão Tabor, a qual somos chamados a assumir como Familia de Schoenstatt brasileira.

 

Hoje, Tabor continua sendo um caminho para o encontro com Cristo.  Queremos percorrer os caminhos do Evangelho com o objetivo de perceber atrás dos fatos, gestos e palavras, os corações palpitantes de Jesus, dos Apóstolos e do próprio Pai do Céu quando proclama: “Este é meu Filho amado!” (Mc 9,17).

 

Talvez esse é o momento para ler e meditar o Evangelho que relata a Transfiguração de Cristo no Monte Tabor: Mt 17, 1-8 ou Mc 9,2-8 ou Lc 9,28-36.  Podemos especialmente fixar nossa reflexão nos seguintes pontos e seu significado:

A.     Subida ao Monte

B.     Brilho do rosto e das vestes

C.     A nuvem

D.     A voz do Pai

E.     A presença de Moises, Elias do Antigo testamento

F.      A Atitude e a fala de Pedro sobre as tendas

G.     Atitude de temor dos Apóstolos

H.     Jesus ordena o silencio. Por que?

 

Quando selamos a Aliança de Amor, a Mãe de Deus nos convida a subir o monte Tabor com Jesus, por meio de uma “zelosa vida de oração”.  Ao rezarmos, precisamos “subir o Monte”, retirarmos do barulho e da agitação, recolher-nos no silêncio do coração, junto ao tabernáculo, em nosso Santuário Lar e procurar ver os acontecimentos e as pessoas com o olhar de Deus, não nos deixando levar pela superficialidade e sentimentalismo.  Mas também essa subida ao monte Tabor deverá acrescentar em nós a certeza e luz sobre o nosso apostolado que para nós, como membros, é uma atividade permanente.  Assim, então, a graça divina que habita em nos pelo batismo, se transformara em força e energia frutífera e em fonte de grande alegria.  É Jesus quem habita e age em nos, quem dialoga com o Pai e nos faz participar na sua missão, felicidade e gloria.

 

Referindo-se ao Tabor bíblico, Pe. Kentenich nos. Diz: “Que felicidade seria se também nós pudéssemos dizer: nosso rosto resplandece como o sol e nossas vestes são tão brancas como a neve! Que felicidade se pudéssemos irradiar algo destas glórias do Tabor!”

(Pe. J. Kentenich, Tabor Nossa Missão, p.94)

 

3.2 A dimensão Cristológica: Jesus, o Filho amado da filialidade heróica

Já em 1947, o Pe. Kentenich reflete sobre a possibilidade de uma integração entre diversos países, sob a proteção da Mãe e Rainha de Schoenstatt.  Elena sua busca de aliados em America Latina, pensou em unir os três países onde ja existia Schoenstatt. O que ele chamou de Assistência da Santíssima Trindade. Sua intenção foi integrar magistralmente a Familia de Schoenstatt da Argentina, Brasil e Chile, valorizando as caraterísticas de cada um desses países, confiou-lhes uma missão original e os uniu no objetivo comum da Obra de Schoenstatt.

 

A cada país deu uma missão especial: à Argentina ele confiou a tarefa de centralizar a pessoa do Pai, ao Chile o Espirito santo e a nós, Brasil, confiou a tarefa de representar a imagem de Cristo, o Filho amado do Pai, partindo da ideia do Tabor.  Numa ocasião ele disse:

“Quero mostrar como o Tabor assumiu, para o futuro, a tarefa de um arrebatador amor a Cristo.  Para isso, os nossos estímulos as aspirações interiores devem se concentrar sempre mais na pessoa de

Cristo” (Pe. J. Kentenich, Tabor, nossa missão, p. 101)

 

Qual é a imagem de Jesus, que nos é revelada no Tabor?

A.     Jesus, o Filho do Pai

B.     Jesus, o Filho muito amado do Pai

C.     Jesus, o Filho heróico do Pai - “de natureza humana sacrificada”

 

A filialidade de Jesus é a filialidade heróica do filho que se sente o Filho muito amado pelo Pai.  O Filho que tem um grande e íntimo amor filial pelo Pai., sempre pronto e disponível para realizar sua vontade, também quando esta requer o heroísmo, possui a vivencia da Filialidade Heróica.

 

Jesus está diante de nós, como o Filho pronto a descer do Tabor e subir ao Gólgota.

 

Nosso Pai e Fundador nos confiou e confia, ainda hoje, a sagrada missão Tabor.  Esta missão provém da mais profunda intimidade do amor filial do Filho muito amado para com o seu Pai:

 

A vivência, a entrega e dedicação de amor filial ao Pai na atitude da filialidade heróica.

 

“Queremos ser e queremos nos tonar filhos em Cristo. Jesus, o Filho amado do Pai, viveu tão intensamente sua filialidade heróica em relação ao Pai, que é para nós, filhos do Tabor, o:

Ideal de nossa vida,

Fundamento de nossa vida e

Forma de nossa vida” (Pe.J. Kentenich, Tabor nossa Missão, p.110.106)

 

3.3  Dimensão Santuário, o Tabor das Glórias de Maria

 Para um filho e filha de Schoenstatt, a missão Tabor está estreitamente unida à Aliança de Amor, ao Santuario, como o Tabor, no qual Deus manifesta as suas glórias, por meio da Mãe, Rainha, Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt.

Ao lermos o Documento Fundação, vemos que nosso Pai e Fundador revela aos congregados a ideia  predilecta de seu coração. Ele diz que ela consiste “que a capelinha de nossa Congregação se tornasse nosso Tabor; no qual se manifestem as magnificências de Maria” (Pe. J. Kentenich, Documentos de Schoenstatt, 7).

 

Como vemos, a missão Tabor consiste em tornar a Capelinha de São Miguel um Santuario de Graças e de Peregrinação, no qual a Mãe de Deus manifesta-se poder de Mãe e Educadora, para a renovação do mundo.

 

O Santuario é, portanto , o que explica todas as energias sobrenaturais, que palpitam em nossa Familia.  Sem ele, sem a Aliança de Amor que Deus selou conosco através dele, Schoenstatt, com a riqueza de suas ideais e com toda a sua vasta e ramificada organização, nada mais seria um corpo sem alma.  Por tanto, no Santuario se decide, vital e essencialmente, tudo o que é Schoenstatt.

 

A tarefa de Maria desde o Santuário é:

A.     Irradiar a luz de Cristo a traves de suas Glórias

B.     Formar Cristo em nós:

         + O ideal do homem de natureza perfeita

         + O ideal do homem de natureza sacrificada

         + O ideal do homem de natureza elevada, transfigurada

C.     Educarmos para que Cristo seja o fundamento e forma de nossa vida.

 

3.4 A dimensão do Tabor: Nossa Missão

O Pai e Fundador não queria simplesmente entusiasmar seus aliados espirituais do Brasil, mas manifestar sua convicção  que nós brasileiros podemos chegar à santidade, por meio da Aliança de Amor com Maria.  Mais ainda que ao assumirmos a missão nacional, a missão Tabor, chegaremos à santidade. Pensando em nosso Fundador, não poderemos deixar herança maior  para as futuras gerações do que nossos sério esforço pela santidade, sermos filhos amados do Pai, dos quais Cristo é o ideal, conteúdo e forma de vida.

 

 

A realidade social, politica e económica de nossa Pátria é um enorme desafio…não precisamos simplesmente de bons políticos, economistas, articuladores sociais e boas familias, mas sim de bons e santos políticos, economistas, articuladores sociais, boas e santas familias.  Assumir o desafio de realizar  o Ideal Tabor e ser santo implica  em não estarmos simplesmente fechados em nosso mundo, mas significa também estarmos dispostos a transformar toda nossa sociedade.

 

O que implica para cada um a missão Tabor?

A.     Ser mais filhos no Tabor. Ser mais religiosos

B.     Não somente pensar mas amar e viver organicamente

C.     Configurar uma cultura de Cristo na terra brasileira:

         + Brasil, uma terra do amor

         + Brasil, uma terra da pureza

         + Brasil, uma terra da liberdade

         + Brasil, uma terra da alegria

         + Brasil, uma terra da Verdade e da Justiça

         + Brasil, uma terra da confiança na vitória

 

4. Palavras de conclusão

Em 20 de Abril de 1947, nosso Pai proclamou solenemente , o Tabor como o Ideal da Provincia das Irmãs de Maria no Brasil, que na época era a única comunidade de Schoenstatt oficialmente constituída em nosso país.  Mas para ele, estava claro que não se tratava somente de um ideal a ser vivido pelas Irmãs de Maria, mas uma missão para o Schoenstatt brasileiro.  Repetimos as palavras do Fundador em sua ultima mensagem ao Brasil, a que ja mencionamos anteriormente:

“Cuidaremos que não somente nossa pequena Família, mas o Brasil. Todo, sim, grande parte do mundo, até podemos crer que o mundo inteiro, um dia se tornará Tabor de Nossa Mãe de Schoenstatt” (Pe. J. Kentenich, Tabor nossa Missão, p.183)

 

Agora, neste tempo presente, cabe a nós assumir esta missão e fazê-la ganhar vida de forma concreta e vital.  Nosso Fundador sempre nos recomendava: “Aquilo que herdastes dos vossos pais, conquistai-o para possuí-lo”. Esta é precisamente a tarefa que temos pela frente: apropriar-nos da herança deixada pelo Pai, referente ao Tabor, para torna-la fecunda em nós e em nosso Brasil-Tabor.

 

Como comunidade de membros, temos que estar na vanguarda do cumprimento desta missão.

 

Pe. Marcelo A.

Assessor

23 de out. de 2020

Ataduras às coisas que bloqueiam os vínculos

 Ataduras às coisas que bloqueiam vínculos 


Um campo que impede a liberdade interior são nossas ataduras que nos escravizam às coisas. O Pai e Fundador costumava comentar que fazemos muitas concessões ao mundo. E assim condenamos a nós mesmos e aos que nos rodeiam, à mediocridade. 


“Não podemos servir a dois amos, não podemos servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24), nos adverte Jesus. Hoje em dia é enormemente difícil viver no meio do mundo e não sucumbir diante o espírito do mundo. Os santos o comparam com uma teia de aranha que aprisiona os homens e não os solta mais.


Apreender a fazer a diferença 


Se quisermos resumir um pouco a imagem desse homem novo que há de criar um mundo novo, havemos de dizer que é um homem diferente, um homem que vive de maneira distinta dos demais. Teremos que atuar de forma diferente no matrimônio, na vida familiar, nos negócios, na empresa, na política, na relação com os homens. Nisso tudo deveremos distinguir-nos dos demais. 


Os primeiros cristãos tiveram a audácia de ser distintos. E por isso criaram um mundo novo, um mundo impregnado pelos valores cristãos. Ser diferentes significa muitas vezes, passar por loucos, assim como os primeiros cristãos passaram por loucos. Significa também lutar contra o pecado em todas as suas formas, começando por si mesmo, mas também lutar contra muitas situações de pecado no mundo que nos rodeia. 


È por isso que os primeiros cristãos diziam: “Non sine sanguine”, não sem sangue. O mundo não se transforma o Reino de Deus não avança sem sangue. E pode ser que em alguns casos Deus permita também o sangue do martírio. O P. Fundador esteve a ponto de derramar esse sangue.


O Padre Fundador foi um homem que lançou as bases para um mundo novo e uma Igreja nova, ao preço de muita dor e sacrifício.


Ele passou por todas as lutas imagináveis. E ele pode ser fundamento para um mundo novo porque venceu em si mesmo os problemas do mundo novo.

E então, apesar de tudo, temos que atrever-nos a ser distintos, a passar por loucos, a lutar contra o mal em nós mesmos e assim viver antecipadamente o mundo de amanhã.


Estilo de vida


Por outro lado é necessário que cultivemos consequentemente um estilo de pobreza evangélica em nossa vida. Deus nos pede conquistar um estilo de vida austero, centrado em ser mais e não em ter mais, centrado em confiar em Deus e na sua providencia e não em nossos bens. 


Por isso, havemos de criar um novo estilo de vida, mais simples, mais forte. Pensemos por exemplo em nossa vestimenta, nossa comida, nosso estilo de festas, nossas férias, nossas casas, nossos bens, nossos veículos, etc.


Também em nossos grupos devemos buscar formas concretas para poder crescer na simplicidade e sobriedade, no desprendimento e no compartilhar solidário. Um membro da Família de Schoenstatt não pode deixar-se guiar neste campo pela sociedade de consumo, pela cultura materialista e secular. Nisso temos que ser homens diferentes, homens que vivem de maneira diferente. 


Devemos nos distinguir dos demais por nosso estilo de vida simples e sóbrio, por nossa independência da sociedade de consumo.


Perguntas para a reflexão


  1. Em que nos diferenciamos dos demais?
  2. Como é nosso nível de vida?
  3. Em que medida nós estamos influenciados pela sociedade de consumo?



Pe. Nicolas S.

Pe. Marcelo A.

Obstáculos no relacionamento com o pai divino e o pai de família

 Obstáculos no relacionamento com o pai divino e o pai de família


Não há dúvida que muitos países possuem um grande amor à Santíssima Virgem. Mas chama a atenção que alguns povos tão marianos, não manifestem igual sentido para uma vinculação pessoal profunda com o Pai de Cristo. E acontece muitas vezes o caso de que alguém cortou sua relação com Deus, tornou-se ateu, mas segue mantendo, entretanto a relação com a Virgem; parece ser o último que se perde.


A razão desta situação não é difícil de entender, se olhamos de perto a realidade da família. O pai é, em muitas famílias, uma figura muito débil. Em comparação com a mãe, resulta quase um estranho. Está ausente de casa durante todo o dia e, geralmente, carece de capacidade de diálogo pessoal com os seus. Seu trato é normalmente distante e duro. Nos setores populares é ele quem grita e bate que é autoritário e injusto com os filhos, que é alcoólico e por isso maltrata a mãe.


Nos níveis médios e altos, a crise de paternidade não se expressa tanto em violência. O pai é aí geralmente o grande ausente do lar: o que sempre está ocupado em coisas importantes que não lhe deixam tempo para os filhos. Acredita que sua função paterna se reduz a trabalhar por sua família, a dar-lhe coisas aos seus. Quantos filhos dão a entender claramente que preferiam ter menos dinheiro, e ter um pai mais próximo.


Para muitos, a palavra “pai” é uma palavra que só evoca rebeldia ou frustrações. À jovens feridos ou frustrados pelo pai ausente ou violento, não podemos dizer-lhes: Tenho uma boa noticia: Deus é Pai e te ama. À jovens que rechaçam o seu pai e tratam de fugir dele, essa boa notícia de Deus Pai se transforma em uma má notícia. 


Por isso, o Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, afirma que vivemos como o filho pródigo, em “estado de fuga da casa do Pai”. Em sua opinião, o problema do ateísmo moderno se deve, em primeiro lugar, a crise da família. “Tempos sem pais são tempos sem Deus”.


Crise de pai, crise de autoridade


Aqui reside a causa mais profunda da crise de autoridade, tanto na sociedade como na Igreja. No fundo trata-se do rechaço a uma autoridade que o homem de hoje identifica com a do próprio pai. O deterioro da autoridade familiar o leva a considerar abusiva e opressora qualquer autoridade. O homem moderno pensa que o próprio da autoridade é “mandar”. Numa cultura da eficácia, a autoridade se reduz a isso: a mandar, porque a ordem é o mais rápido.


Mas a função da verdadeira autoridade é dar vida, fazer crescer. Modelo dessa autoridade é Deus Pai Todo Poderoso e seu reflexo, o Bom Pastor. Por isso, a criança recém nascida, não se lhe dá ordens. Simplesmente, se lhes veste, se lhe alimenta, se lhe acaricia, se lhe ensina. 

Ninguém ensina a caminhar a uma criança dando-lhe ordens, mas se lhe dá a mão, anima-lhe. A ordem só tem sentido se ajuda a crescer. A autoridade, qualquer autoridade só se justifica se está ao serviço da vida, como fonte de vida.


Que pobre é, frente a esta visão, o conceito atual de autoridade! Em todos os níveis, a autoridade humana foi-se distanciando de seu modelo, Deus Pai. Quem deveria refleti-lo, no plano religioso, político, laboral e familiar, não o refletem. Por isso, as palavras “pai” ou “autoridade”, a muitas pessoas lhes soam ocas ou lhes produzem rechaço. 


Como receberão o anúncio de um Pai providente que sempre nos mira e que com poder infinito nos tem ao alcance de sua mão? Será, sem dúvida, a pior e mais deprimente notícia que possam escutar.


Perguntas para a reflexão


  1. Brindo meu tempo privilegiado a minha família?
  2. Como foi minha relação com meu pai natural?
  3. É fácil vincular-me com Deus Pai?



Pe. Nicolas S.

Pe. Marcelo A.

O respeito e dignidade entre pais e filhos: um vínculo de amor

 O respeito e dignidade entre pais e filhos: um vínculo de amor


Quando um filho nasce, o amamos porque é nosso filho. Mas realmente amamos um pequeno grande mistério. Não sabemos como é, que características tem, qual será sua vocação. Não sabemos, em definitivo, qual é o querer de Deus para ele. A verdade é que não sabemos nada. Desta realidade surge como uma expressão de nosso amor o respeito.


Que é o respeito dos pais? É uma atitude de consideração expectante e benevolente pelo que o filho é, pelo que pode ser, pelo que deve ser, conforme o querer de Deus. E na medida em que o mistério dessa vida vai-se revelando e os pais o vão descobrindo, o apararão e começarão a orientá-lo com amor respeitoso. Isto lhes exige uma atitude de meditação e de diálogo sobre a realidade do filho, para ir descobrindo a vontade de Deus que há nele.


Que hão de respeitar então no filho? O primeiro é o respeito a sua dignidade de filho de Deus e a sua dignidade de pessoa. Porque cada filho é criatura nascida pelo amor de Deus e habitada por Ele. E nosso respeito mais profundo se dirige a Deus e sua presença no filho. E Deus o quer tal como é: com essa realidade física, com essas qualidades humanas, essas inquietudes e desejos e também essas imperfeições. E nós havemos de aceitá-lo e respeitá-lo tal como é.

E isso inclui também, em segundo lugar, respeito ao processo de seu crescimento e desenvolvimento. É um respeito ativo que implica estimular, apoiar, motivar e compreender esse desenvolvimento. É um respeito que sabe que todo o processo é uma busca e uma realização desse ser pessoal, único, original e livre que há de chegar a ser nosso filho, segundo o querer de Deus. 


O Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, exorta o respeito: “Temos que cuidar-nos ante o inimigo mortal do autêntico respeito: o molde. Por favor, não introduzam moldes na educação!”


Mas também aos filhos lhes corresponde ter a mesma atitude de respeito frente a seus pais, segundo o mandamento divino de “honrar pai e mãe”.


E o melhor caminho para conseguir este respeito deles, nos indica São Mateus em seu evangelho (7,12): “Tudo o que queiras que os demais façam contigo faça-lo tu com eles”. 

Creio que é difícil inventar um principio mais sábio e rotundo que este. Aplicado a nosso caso: Queres ser respeitado? Respeita! Ou como afirma o Padre Kentenich: “respeito al ser regalado pelo educador, recebe como um eco, o respeito do educando”.


Quando existe respeito, essa consideração recíproca -apesar e através de todas as falhas- então a convivência familiar é tolerável, é agradável, é maravilhosa. Este respeito tem que ser acompanhado de amor, porque não há autêntico amor sem respeito. E segundo o Padre Kentenich, o respeito é hoje em dia mais necessário ainda que o amor. Porque a carência de respeito ante tudo o vital, é uma enfermidade de nossa época.


Os pais humanos. Se quisermos previver o Reino de Deus aqui na terra, os pais humanos devem ser verdadeiras autoridades paternais, reflexos de Deus. O que se busca, são pais cheios de amor, pais generosos, compreensivos, misericordiosos, tal como o Pai celestial o é para conosco. E a pergunta é se nós estamos à altura dessa paternidade. O que nós se um filho nosso vai por um mal caminho? Que faço p.ex. se um filho me rouba dinheiro ou falsifica um cheque do meu talão? Rompo sua cabeça? O que faço se uma filha, solteira, está grávida? Mando-a embora de casa? Qual é minha reação a situações deste tipo? É uma reação de justiça, violência, amor? Sou capaz de atuar como o pai do filho pródigo, é dizer, com essa generosidade incrível, essa compreensão incompreensível, esse amor misericordioso? 


São necessários mais pais desse tipo, dessa grandeza. Que desenvolvam uma nova paternidade, paternidade humana e divina a vez.


Perguntas para a reflexão


  1. Como é a relação com meus filhos?
  2. Respeito meus filhos ou só exijo respeito?
  3. Consulto com meu cônjuge as decisões?




Pe. Nicolas S.

Pe. Marcelo A.

22 de out. de 2020

Escravidões exteriores que bloqueiam os vínculos

 Escravidões exteriores que bloqueiam os vínculos e o que não é apostólico


Um campo que influi fortemente sobre nossa liberdade interior são as pressões que nos chegam de parte de outros. São por exemplo: pressões de pessoas próximas “que querem apenas o melhor para nós”. E com esse motivo nos invadem. 


Muitas vezes o permitimos, porque nos sentimos inseguros, não sabemos que fazer. Ou nós mesmos miramos de soslaio aos outros, para ver como eles fazem, como faz a maioria. Ou queremos aparecer bem diante dos demais, para que não nos critiquem.


Mas eu sou eu mesmo. Tenho que viver minha própria vida, com meu estilo e ritmo particulares, meus limites e minhas originalidades. Minhas prioridades determinam minhas decisões. Os outros não podem decidir sobre mim, com seus pedidos, sugestões e pressões. 


É verdade, tenho que manter-me sensível frente às necessidades dos demais. Mas não podem atropelar minha liberdade interior, obrigar-me a fazer algo que não quero fazer. Nisso temos que unir ternura e firmeza.


Outro perigo são os meios de comunicação que nos querem pressionar e manipular. Resulta que esses meios, muitas vezes, pensam por nós, decidem por nós, planificam o futuro por nós. E permitimos que nos imponham tudo. E assim nos convertemos, aos poucos, em escravos da opinião pública ou como diria o Padre Fundador, em homens massificados. Assim vamos perdendo a capacidade de tomar interiormente posição frente ao que escutamos ao que vemos ou lemos.


Fruto dessa mentalidade é o que o Padre Fundador chama de homem-cine ou homem-televisão. É o homem descontínuo que vive de sensação em sensação, de impressão em impressão, a toda velocidade, sem parar, sem bússola e sem sentido. 

Um símbolo típico disso é o “zapping”. Desse homem diz o Padre Kentenich, que perdeu sua alma, que é a descontinuidade personificada, a perfeita despersonalização. Aqui têm, com poucas palavras, a enfermidade e a cruz do homem moderno: É um homem que vive e depende de sensações superficiais.


Aí está também a moda, eixo ao redor do qual gira a sociedade pós moderna. As “revistas do coração” fazem de transmissor: por exemplo, a mulher light imita a forma de vestir dos personagens que aparecem nelas, suas expressões, seu tipo de vida vazio. E tudo isso termina na frivolidade e superficialidade.


Devemos ser mais críticos frente à sociedade moderna, e frente aos valores-antivalores que propaga. E também devemos procurar fazer uma síntese serena de todas as notícias e opiniões que nos bombardeiam.


Outro tema importante para nós é o das ocupações, compromissos e tarefas apostólicas. Muitos de nós somos gente muito ocupada, e gente ocupada é gente importante. Entretanto, pode ser que sejamos simplesmente adictos ao trabalho. Ao melhor temos muito de Marta e pouco de Maria. E apesar disso talvez não possamos cumprir com tudo. Então, o que podemos fazer?


Primeiro teríamos que ter clareza sobre nossas prioridades pessoais. Ajuda muito, sobretudo em tempos de sobrecarga. 


E ao outro: será que não sabemos dizer não, quando nos pedem algo? 

Também no apostolado: “o não apostólico” é tão importante como “o sim apostólico”. Assim posso dedicar-me àquele apostolado para o qual tenho aptidão e carisma. Quando me propõem alguma tarefa, convém não aceitá-la logo senão pedir tempo para pensar ou conversar com o cônjuge.


Perguntas para a reflexão


  1. Sou crítico diante das "fake news"?
  2. Repito o que dizem os meios de comunicação, como verdades absolutas?
  3. É-me difícil dizer não aos pedidos. Ou digo que sim e depois não cumpro?
Pe. Nicolas S.
Pe. Marcelo A.

Crescer na vinculação a Deus Pai - O Vinculo Fundamental

 Crescer na vinculação a Deus Pai - O Vinculo Fundamental


Existe uma proposta do Padre Kentenich, fundador do Movimento de Schoenstatt, para crescer em nossa aproximação e vinculação ao Pai. Ele a chama: caminhar na presença de Deus. Consiste em três atos simples: “mirar frequentemente a Deus, com olhos de fé; conversar com frequência com Deus; com amor filial; oferecer com frequência sacrifícios a Deus”. 


E acrescenta: Se querem saber por que não chegam a uma vinculação profunda com Deus, só tem que perguntar-se: Qual ou quais destes três elementos não estou vivendo?


1. Mirar frequentemente ao Pai com olhos de fé. Como posso fazê-lo, apesar de minhas atividades? Lembremos o tempo de nosso noivado. É evidente, quando dois se querem, têm saudades e se comunicam mutuamente. Dessa experiência tenho que aprender para cultivar meu amor a Deus. O que fiz naquele tempo de modo espontâneo, agora tenho que aprendê-lo através do exercício. Devo treinar mirando ao Pai várias vezes ao dia. Sem esse esforço nunca chegarei a uma relação mais pessoal com Ele.


Concretamente, deveria aproveitar melhor meus momentos de oração, de leitura espiritual e de meditação para que sejam realmente encontros de pessoa a pessoa com Deus.


2. Conversar com frequencia com o Pai com amor filial. Como posso conversar com frequencia com o Pai? Para muitos ainda é difícil rezar, entrar num diálogo profundo e pessoal com Ele.

Entretanto, a oração é absolutamente necessária, porque é a respiração da alma; sem ela não podemos sobreviver. Cada momento de oração deve acrescentar em nós o amor a Deus, a entrega amorosa a Deus Pai.

Tenho que aprender a dialogar com Deus Pai sobre as coisas diárias de minha vida. O Padre Kentenich opina que seríamos mais serenos interiormente e mais sãos psiquicamente, se nossos problemas diários o levássemos a Deus, conversáramos com Ele, se reflexionáramos sobre os encontros diários com Deus.


Creio que em tudo isso devemos buscar um tratamento mais íntimo, mais espontâneo, mais simples e filial com Deus Pai. 


O ideal a que devemos aspirar é rezar não somente com frequência, mas rezar sempre. São Paulo também o diz: “Orem sem cessar” (1 Tes. 5 17). Que se entende por isso? É a disponibilidade do coração de não negar nunca nada a Deus: uma abertura permanente para seus desejos, uma atitude de Lhe responder sempre sim, uma disposição interior de adorar a vontade do Pai em cada circunstância. 


É a experiência misteriosa de que não estou nunca só, porque Deus está sempre comigo e em mim. Esse contato permanente com o Pai supõe que minha alma está captada por Deus até o subconsciente. Isso só é possível se o Espírito Santo nos regala seus dons.


3. Oferecer com frequência sacrifícios ao Pai. 

Se, quero aprender a viver na presença de Deus, então é evidente que devo também oferecê-lhe sacrifícios. Com minha natureza humana tão frágil e limitada, não posso esperar chegar a uma vinculação plena de amor, sem um espírito de mortificação heróica. Sob a ordem do pecado e da cruz não existe o amor sem sacrifício.


O que poderia oferecê-lhe? Coisas da vida diária. Por exemplo: os sacrifícios que garantam a educação de meu temperamento ou caráter; o sacrifício que significa para muitos de nós, nosso trabalho profissional exemplar; nossa luta por levar adiante com dignidade o matrimônio e a família…


Perguntas para a reflexão


  1. Penso em Deus como meu Pai do Céus
  2. Tenho momentos de encontro com Deus?
  3. Conto-Lhe minhas alegrias e penas?
  4. É difícil para eu fazer sacrifícios e oferecê-los a Deus?
Pe. Nicolas S.
Pe. Marcelo A.

AMAR A CRISTO - NOSSO VINCULO PRINCIPAL

  Amar a Jesus Cristo - Nosso Vinculo Principal


A historia humana é uma impressionante busca de amor, acompanhada de maravilhosos êxitos e grandes fracassos. A aspiração mais profunda do coração humano é o desejo de amar e de ser amado. Ele foi criado por amor e para o amor, e apenas no amor pode desenvolver-se e tornar-se fecundo.


É, certamente, também uma experiência nossa: O amor é o essencial e principal de nossa vida humana. E conhecemos também a outra cara da moeda: Somente é estéril quem vive sem amor; só o egoísta fracassa em sua vida.


Na vida do cristão, o amor tem que manifestar-se em duas dimensões: para Deus e para os irmãos. E é na pessoa de Jesus Cristo que se une, se cruzam estas duas dimensões do amor. Ele é o HomemDeus. Nele reconhecemos e encontramos, por sua vez, a Deus e ao homem. Por isso, quando amamos a Jesus se confundem em uma só coisa, o amor a Deus e o amor aos homens. Assim, a vinculação fundamental, o amor original do cristão deve dirigir-se a Jesus Cristo.


É por isso que Jesus pergunta a Pedro três vezes por seu amor a Ele: “Simão, filho de João, me amas?” Um amor vital, profundo e pessoal a seu Mestre é o mais importante e decisivo nesse momento, em que Jesus chama Pedro para ser chefe dos apóstolos e da Igreja.


Mas, me parece que esta pergunta de Jesus se dirige não apenas a São Pedro, mas também a todos nós. Cada um de nós, no profundo de seu coração, deve responde-lhe. Cada um de nós deve examinar-se a si mesmo, deve examinar sua atitude, sua fidelidade, seu amor frente a Jesus Cristo.


E então fica a pergunta: Que podemos fazer para que cresça e se aprofunde nosso amor a Cristo? Parecem-me importante principalmente dois aspectos:


Primeiro. Devemos lutar contra o egoísmo, que está dentro de nós mesmos. Nenhum de nós, se quisermos ser verdadeiros cristãos, pode desistir desta luta diária. 


Somente esta renuncia ao amor egoísta torna o homem livre, aberto e generoso para amar verdadeiramente a Cristo e aos demais. 


Segundo. Para poder amar a uma pessoa, temos que conhecê-la temos que nos interessar por ela. Para poder amar a Jesus temos que conhecê-Lo, olhando sua vida, escutando seus ensinamentos.


Se não o conhecemos, se não sabemos nada de sua generosidade, nem de sua entrega desinteressada, nem de seu amor abundante para nós então nunca vamos a corresponder a seu amor. 


Por isso temos que dedicar tempo a Ele, para ler seu Evangelho, para falar com Ele, para conhecer e meditar sua vida, para ficarmos em Sua companhia.


O que dissemos de Jesus Cristo, podemos dizer também de sua Mãe, a Santíssima Virgem Maria. Para crescer na vinculação e amor a Ela, temos que conhecê-la mais, aproximar-nos a Ela, falar-lhe, compartir nossa vida, nossos desejos, nossas preocupações com Ela.


Peçamos a Jesus e a Maria que levem de nós esse egoísmo tão penetrante que deixa infecunda nossa vida, e que acendam em nosso coração o fogo do amor que torna autêntica e grande nossa existência.

Perguntas para a reflexão


1. Como trabalho contra o egoísmo?

2. Quanto tempo ao dia penso em Jesus?

3. Como é minha relação com a Virgem Maria?



Pe. Nicolas S.

Pe. Marcelo A.