24 de out. de 2018

Serie sobre Nossa Mãe Rainha 4 - Sempre mãe

Sempre mãe 

Mãe de família. Vocês são mães, a imagem e semelhança de Deus. E como tais, têm uma grande tarefa, uma missão difícil, em seus próprios lares. Qual é a tarefa de uma mãe em sua família? Poderíamos agora falar longa e extensamente sobre muitas tarefas maternais. Tocarei apenas um aspecto, mas um aspecto transcendental: sua tarefa religiosa no lar. Trata-se de uma tríplice tarefa religiosa: a auto-educação religiosa da própria mãe, a educação religiosa dos filhos, a influência religiosa sobre o marido.

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1.A auto-educação religiosa da mãe. Hão amadurecido pela vida e na vida e, por isso, têm a sensibilidade mais marcada para uma religiosidade sã, para o domínio da vida religiosa. Como é uma mãe santa? É uma pessoa que irradia um ambiente divino, no qual se palpa a presença de Deus e se experimentam as glórias de Maria. Essa é nossa aspiração como mães. De nós deve partir um aroma divino, uma atmosfera sobrenatural, que envolve a nós e a todo nosso lar.

Que posso fazer, para que isto se faça realidade? Devo lutar para que a Virgem tome forma em mim. Tenho que crescer e amadurecer, mais e mais, rumo à pequena Maria, reflexo e transparente da grande Maria. Hei de cultivar em mim o Santuário do coração, promover o vínculo filial e o diálogo pessoal com o Deus de minha alma. Assim poderei chegar a uma profunda religiosidade e irradiar essa riqueza interior aos que me rodeiam.



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2. A educação religiosa dos filhos. À luz divina, meu filho é um portador de Deus, um santuário de Deus. E minha tarefa principal como mãe é educá-lo no religioso, na fé, na vinculação com as pessoas do mundo sobrenatural. O importante é que os filhos estejam arraigados em Deus, que se sintam protegidos em seu coração de pai. Considero essa missão realmente como minha missão mais importante para com os filhos? 

Como todos nós sabemos a educação e, especialmente, a educação religiosa é uma tarefa bem difícil. Porque o ambiente externo não ajuda em nada, sim entorpece e complica as melhores intenções dos pais.
Além disso, a educação da liberdade tampouco nos resulta fácil: dar-lhes liberdade, até o extremo; formá-los para que aprendam a decidir-se por si mesmos e que saibam decidir-se pelo bem.

Dar mais importância a livre decisão que a ordem e a disciplina; não optar pelo filho modelo, submisso, ordenado, mas débil de caráter, mas pelo criativo, independente e de caráter decidido...

Não só é uma tarefa difícil, é também uma grande dor para muitas de vocês. Não poucos de seus filhos maiores não praticam a vida religiosa e vocês se sentem, ao menos em parte, responsáveis por isso. Mas sempre lhes resta, como recursos, o exemplo pessoal, rezar por eles e entregá-los à Virgem para que Ela os cuide.


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3. A influência religiosa sobre o marido. Nossa tarefa fundamental é distanciá-lo do material e mundano e elevá-lo a um nível superior. Conhecemos a palavra de São Bernardo: “O homem não é elevado nem redimido a não ser pela mulher”, é dizer, pela Santíssima Virgem e pela pequena Maria. Vocês devem ser “redentoras” de seus maridos, benção e salvação para eles. Penso que todas são conscientes desta grande missão.

Este é outro motivo de dor para muitas de vocês, porque muitos esposos estão afastados de Deus, afastados da religião, afastados da Igreja. E, entretanto é e segue sendo uma de minhas grandes tarefas: tratar de conectar meu marido com Deus, ajudá-lhe para que seja o sacerdote do lar, lutar para que junto comigo possa salvar-se. E uma vez mais, a Virgem tem que nos apoiar e nos completar nisso. 

Na Aliança com a Virgem, sua tarefa é fazer o que nós, com nossas poucas forças, não podemos mudar. Trabalhemos, então, pela Virgem e seu Reino e deixemos em suas mãos o cuidado e a conversão de nossos maridos.
É digno de admiração como muitas de vocês devem conseguir completamente sozinhas: um exemplo de disponibilidade, entrega e fidelidade.

Perguntas para a reflexão

  1. Como cultivo minha vida espiritual?
  2. Posso criar um estilo de vida religioso no meu lar?
  3. Coloco nas mãos da Virgem aquilo que não posso conseguir?

Reflexões Pe. Nicolás S.


Serie sobre Nossa Mãe Rainha 3 - Maria modelo da Igreja servidora

Maria modelo da Igreja servidora

Maria nos quer recordar que o amor é o mais profundo e significativo do cristão e que o amor se expressa no serviço. Assim nos mostra, com seu exemplo, que a Igreja é e quer ser servidora dos homens. 

É fácil, falar de amor e de caridade, mas resulta muito difícil vivê-los, porque amar significa servir, e servir exige renunciar a si mesmo. Se não fosse assim, estaríamos no paraíso, já que todos os homens e todos os cristãos estão de acordo em cantar as belezas do amor.

Entretanto, continua havendo guerras, injustiças sociais, perseguições políticas no mundo. É porque amar custa, porque servir custa. É porque o pecado original nos inclina a buscar sempre o próprio interesse, a querer dominar e estar no centro.

Mas, que é servir? Jesus mesmo explica: servir é dar sua vida pelos outros, é entregar-se aos demais. Servir é dar-se a si mesmo, entregando ao outro nossa preocupação e nosso tempo, nosso amor.

Serve a mulher que passa até tarde a camisa que seu marido necessita; ou que passa a noite junto ao filho enfermo. Serve quem apaga a televisão durante a telenovela para receber o vizinho e escutar seus problemas. 
Serve quem renuncia a umas horas de descanso para ir a passear com seus filhos, para participar em uma reunião no trabalho.

Igreja servidora. A Igreja do Concílio se proclamou uma Igreja servidora do mundo e dos homens. Por isso escolheu como modelo dessa atitude a Maria.
Nós muitas vezes cremos que estamos servindo a Deus porque lhe rezamos uma oração ou cumprimos uma promessa. Olhemos a Maria: Ela lhe entrega toda sua vida, para cumprir a tarefa que Deus lhe encomenda pelo anjo. 

Maria sabe pelo anjo que seu filho será o Rei do universo e o de Isabel só o seu precursor. Mas é Ela a que corre aonde vivia sua prima. E não busca pretextos por estar grávida e não poder arriscar numa viagem tão longa. 

Quando o anjo lhe anuncia que Ela será Mãe de Deus, então Maria compreende que esta vocação lhe exige converter-se na primeira servidora de Deus e dos homens.

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Sacrifício e serviço. Para poder construir um mundo novo desejado por todos, é necessário muito espírito de sacrifício e de serviço. A Igreja e o país são coisa de todos e irá adiante só com a entrega generosa de todos. 

Mas esse serviço, que se nos pede, tem que ser dado no espírito de Cristo e de Maria. Deve ser um serviço que busque realmente minha entrega aos demais, e não meu poder pessoal, nem o domínio absoluto de minha empresa ou de meu partido. 
Não queremos substituir uma classe dominante por outra, que traz novas formas de opressão.
Sem este espírito, nem a Igreja nem o país serão renovados, mesmo que diminuam as diferenças sociais. Uma justiça que não vai acompanhada do amor serviçal, é inumana, é uma justiça sem alma. 

Peçamos a Ela, que nos ajuda a construir uma Igreja conforme sua imagem, uma Igreja servidora dos homens, que seja, realmente, alma de um país melhor.

Perguntas para a reflexão
1. Considero-me uma pessoa de serviço aos demais?
2. O que mais posso fazer pela Igreja?
3. Meu serviço está impregnado de Cristo e de Maria?

Reflexões Pe. Nicolás S.

Serie sobre Nossa Mãe Rainha 2 - Maria e a evangelização




Maria e a evangelização

O que significa evangelização? É, simplesmente, a tarefa que Cristo encomendou a sua Igreja, quando disse a seus discípulos: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Evangelizar é proclamar a Boa Nova do infinito amor que Deus nos tem e que nos manifestou através de Jesus Cristo. E como realizamos essa proclamação? Não é somente predicar ou falar do Evangelho. Evangelizar é tudo o que a Igreja faz para que a luz do Evangelho vá penetrando a vida dos homens. 

                                                 Our Lady of Pentecost - Salt and Light Catholic Media Fundation


É um processo complexo e gradual que inclui também o testemunho de vida, a conversão do coração, a participação na comunidade e os sacramentos e, finalmente, que o homem evangelizado se torne, evangelizador e missionário (Evangelii nuntiandi). Esses são os passos da evangelização.

Agora: o que significa a Evangelização para nós? O que podemos fazer para nos converter em instrumentos e protagonistas? Creio que nosso contribuição: ser e construir família; como também o anuncio da paternidade de Deus e de nossa própria paternidade. Outra contribuição fundamental para a Evangelização é oferecer a Igreja e ao mundo de hoje: nossa imagem original da Santíssima Virgem.

A Virgem Maria
Nossos povos são profundamente marianos. Veem a Virgem como a grande Advogada de suas necessidades diante de Deus. Mas sua devoção requer ser iluminada e completada. O Padre Kentenich nos mostrou a verdadeira imagem de Maria: Ela não apenas é Intercessora diante de Deus, mas também o grande Modelo e a Mãe Educadora do povo de Deus. Isso se manifesta de forma original nas três graças do Santuário: 

A graça do acolhimento espiritual que nos arraiga não apenas em seu coração maternal, mas que nos conduz ao coração de Deus Pai e nele nos faz sentir filhos queridos. 

A graça da transformação interior que nos estimula a educar-nos e nos converter em homens novos segundo o modelo de Cristo e Maria.

E a graça da fecundidade apostólica mediante a qual ela nos educa a ser seus instrumentos e colaboradores de Deus.

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Maria é chamada “Estrela da evangelização”. Ela é nosso modelo e guia, a primeira evangelizadora da história. Quando o anjo lhe anunciou que Deus a havia escolhido para ser a Mãe de seu Filho, Ela não se fechou e partiu para perto de sua prima. Queria ajuda-la. Pero também queria dividir com Isabel a alegria do Evangelho. Queria comunicar-lhe a Boa Nova de que o Messias, esperado durante séculos, havia chegado. Seu canto de louvor, o Magnificat, constitui o primeiro anuncio do Evangelho de Jesus mediante a voz humana. Maria se converteu na primeira evangelizadora da Igreja.

É também a grande Estrela de evangelização do continente americano. Há séculos o Evangelho chegou a bordo da caravela de Colombo, a “Santa Maria” nome mais que simbólico. Desde aquele 12 de outubro, a Santíssima Virgem tem presidido a façanha evangelizadora de nosso continente. E no rosto mestiço da Virgem de Guadalupe, se realizou a fusão vital entre a fé vinda de ultramar e a sensibilidade própria dos povos indígenas. Quando Maria imprime sua imagem na manta do índio Juan Diego, Ela, Cristo e o Evangelho se tornam latino americanos.

Com o Padre Kentenich estamos convencidos que Deus está mudando seu método. Até nosso século, a Virgem permanecia em segundo plano. Mas em nossos dias, Deus a coloca mais e mais em primeiro plano. Esta é a mudança de tática de Deus: manifestamente quer que Maria passe, de modo extraordinário, ao primeiro plano de nosso campo visual. Com isso, Deus quer vincular o mundo inteiro a pessoa da Santíssima Virgem, quer que se consagre a Maria, que sele uma Aliança de amor com Ela.

Perguntas para a reflexão
1. Como podemos colaborar com a evangelização?
2. Que papel ocupa Maria em minha tarefa   apostólica?
3. Como tenho vivido as três graças do Santuário?

Reflexões P. Nicolás S.

Serie sobre Nossa Mãe Rainha 1 - Mãe da santa esperança

Mãe da santa esperança

O Concilio definiu a Igreja de hoje como um povo em marcha, um povo peregrino. E a esperança é a virtude dos caminhantes. A esperança resulta ser a virtude mais esquecida dos cristãos, mas a mais necessária para ir pelo caminho da vida. Ela mantem em pé o coração dos cristãos. E hoje necessitamos essa virtude em nossa pátria mais que nunca, porque muitos irmãos hão perdido a esperança num futuro melhor.
Enquanto há vida há esperança. Viver é ter desejos, viver é desejar algo e lutar para alcançá-lo. Sempre estamos esperando alguma coisa: uma melhoria no trabalho, ampliar a casa, uma TV maior, um par de sapatos novos. E quando uma destas esperanças é frustrada então nos sentimos amargados.


                                                              Nossa Senhora da Esperança, Pontmain, França


Entretanto, o curioso é que também, muitas vezes, nos sentimos vazios quando alcançamos o que tanto queríamos. Antes pensávamos que com isso já seríamos plenamente felizes, que no nos faltaria nada mais. Mas à medida que se cumpre uma esperança, nos surgem outros desejos e sentimos que ainda não estamos satisfeitos.
Sempre desejamos algo novo, porque o antigo, o que já possuímos não nos há satisfeito. A febre do novo tornou-se uma enfermidade para o homem de hoje.

Nossas esperanças podem ser apoiadas sobre areia ou sobre rocha. E sabemos que a única rocha verdadeira é JESUS CRISTO. As coisas deste mundo foram criadas para nos conduzir e aproximar a Ele. Por mais belas e nobres que sejam não são mais que marcos no caminho, não podem saciar toda nossa esperança. Não podemos apoiar a esperança de nossa vida sobre areia.
Temos que edificar sobre a rocha de Cristo. Quando apoiamos nossas esperanças sobre Ele, então temos entusiasmo e otimismo para enfrentar a vida.

Mas, como encontrar a Cristo em minha vida concreta? Como fazer que a luz de sua esperança penetre em mim e encha o coração?
Sabemos que a Estrela que nos conduz a Cristo é Maria, sua Mãe. 


A Igreja a chama Mãe da esperança. Desde a Anunciação, Ela apóia todos seus desejos em seu Filho. Ela sabe que Cristo é a rocha que não passa e que nunca desengana. Por isso, espera contra toda esperança, inclusive quando Ele morre, junto a Ela, na cruz. Para os apóstolos, a morte de Jesus resultou o tremendo fim de todas suas esperanças. Não assim para Maria: Ela continua seu caminho pela escuridão, mas com o coração cheio de esperança.

Aproximemo-nos, por isso, a Ela, essa terra de encontro e para esperança que é Maria. Com sua luz, Ela acende também em nós a esperança de Cristo e nos precede no caminho. Assim Ela nos ilumina para saber apoiar no Senhor todas nossas esperanças humanas. E como a vida de Maria, assim também a nossa se encherá de alegria, de um entusiasmo que não passa, de uma eterna juventude.

Queridos irmãos, peçamos, por isso, à Virgem que nos ajude a construir uma Igreja da esperança, mas apoiada sobre a rocha de Cristo. Somente sobre este fundamento poderemos edificar um futuro melhor para nossa pátria e nosso povo. Para isso, devemos começar apoiando nessa rocha nossas esperanças pessoais.

Porque uma Igreja da esperança só se constrói com homens e mulheres de esperança, alegres e confiadas, que hão tido um encontro vital com Cristo no coração de Maria. Que a Mãe da santa esperança nos ajude nesta missão!

Perguntas para a reflexão

1. As tragédias, as enfermidades… são meus temas favoritos de conversação?
2. Os outros vêem a mim como uma pessoa otimista, cheia de esperança?
3. Uso frases do tipo: “isso não vai resultar”, “não há nada que fazer”, “está tudo mal”…, etc.? 

Reflexões Pe. Nicolás S.

14 de set. de 2018


Interesante vídeo do Padre Vandemir sobre o "capital de graças".


O QUE É O SANTUÁRIO LAR

1. EM QUE CONSISTE E COMO NASCE UM SANTUÁRIO LAR?

Como familia, convidamos Maria para que se estabeleça no nosso lar o seu trono de graças, tal como o fez no Santuário de Schoenstatt e nos presenteie nele as graças do enraizamento profundo no coração  de Deus, da transformação interior em Cristo Jesus e da fecundidade e envio apostólico na força do Espirito santo.

Deste modo o  nosso lar transforma-se num santuário-lar da Mãe e Rainha  três vezes Admirável de Schoenstatt.

O nosso convite a Maria através das contribuições para o “capital de graças”

As mesmas leis que estiveram  presentes no processo de gestação do Santuário de Schoenstatt voltam a cumprir-se no santuário-lar.  Selamos com Ela uma Aliança de Amor: da nossa parte, oferecendo-lhe op n osso amor traduzido em obras de santidade da vida diária e esperamos que, da Sua parte, Ela aceite estabelecer-se no nosso lar.  Assim, o Santuário-lar permanece vivo pela ação de Maria e pela nossa cooperação;  é o que expressa o grande lema da Familia de Schoenstatt: “Nada sem ti, nada sem nós”.  Assim também sucede com o nosso santuário-lar.

A ação de Maria no nosso santuário-lar

Maria estabelece a sua morada no nosso lar para nos conceder nele as três graças que oferece em todos os santuários de Schoenstatt.

Concede-nos estas graças a nós como familia, de acordo com a nossa originalidade e missão:

+ A graça do acolhimento ou de enraizamento no coração  de Deus 

Pedimos a Maria que Ela nos conceda a graça de estarmos em Deus, enraizarmo-nos no coração de Deus Pai.  Pedimos-lhe que os filhos venham a ter o seu coração em Deus; pedimos-lhe que a nossa familia viva uma profunda fé prática na Divina Providência.

Deste modo, o nosso lar converte-se numa Igreja doméstica onde se sente a presença de Deus e de Maria e constantemente se eleva o coração até Ele na prece dos esposos e da familia.

+ A graça da transformação

Maria quer presentar-nos também a graça da transformação interior.  Não de um modo geral, mas sim a graça que necessitamos como esposos, como pais, como familia, para realizar o plano que Deus tem para cada um.

+ A graça do envio e fecundidade apostólica

Maria quer pressentia-nos também a graça do envio e fecundidade apostólica. Se Ela nos acolhe, nos transforma como pessoas, como casal e como familia, é para sermos fermento na massa.

Ela quer irradiar a sua glória desde o seio do nosso lar, quer fazer dele, na medida em que nós abrimos as portas, um lugar de encontro com Ela e com Deus; um autêntico “lugar de salvação”, uma “ilha” no meio da tormenta do mundo atual, uma “arca” onde muitos encano trem refúgio e esperança.

Cada vez que asilos do nosso santuário-lar, levamos a sua mensagem e a sua graça onde que que vamos.  Como casal e familia, sentimo-nos autenticamente enviados por Maria a partir do nosso santuário-lar.


2.  O QUE NÃO É UM SANTUÁRIO-LAR?

  1. Não consiste só em colocar um quadro de Nossa Senhora em casa e rezar de vez em quando perante ele.
  2. Não é uma realidade estática, mas dinâmica.  Não se conquista e depois, automaticamente, continua a ser um santuário-lar.  Pela falta de contribuições ao capital de graças pode deixar de ser um santuário-lar; o processo de crescimento pode ser revertido pelo abandono ou frieza da nossa parte.
  3. O santuário-lar não está orientado apenas para o casal e para a familia, mas possui um marcado caráter apostólico.  Dele devem fluir as três graças do Santuário, por isso também a do envio e fecundidade apostólica.  Dai que a nossa cooperação  com Nossa Senhora não acontece só em relação ao enraizamento em Deus e transformação  interior, mas também em relação ao espíritu e ação apostólica.
  4. O santuário-lar não é um “cantinho” da casa.  Todo o nosso lar é um santuário, em cada divisão , em cada lugar  deve sentir-se a presença de Maria.  O lugar onde temos a sua imagem é uma ajuda, mas não e tudo.

3. DIMENSÃO  ECLESIAL

Uma Igreja em ponto pequeno

Consagrar o proprio lar como santuário de Maria significa, em primero lugar, querer tornar consciente a sua qualidade de “comunidade eclesial fundamental”,  no meio da qual habita o Deus-Amor, que entrou no coração de cada um pelo batismo e que, novamente, se ofereceu aos esposos pelo sacramento do matrimônio.  Mas também significa pedir a Maria que venha habitar em nossa casa e que implore sobre nós o “Espírito do Deus-Familia”, de maneira que nos faça ser autenticamente “uma só alma e um só coração”.  Não só para vivermos mais felizes mas para que nosso lar se converta numa fonte de energias de amor e de unidade para a Igreja inteira, para a nossa pátria e para o mundo.

João Paulo II, às Familias, 02.04.1987:

“Esse é precisamente o vosso objectivo: construir a casa como lar de uma comunidade humana que é a base e a célula de toda a sociedade.  Inclusive, ‘a Igreja encontra o seu berço na familia, nascida do sacramento’ (Familiaris Consortio, 15).  Trata-se de uma casa e um lar verdadeiro, onde mora o amor recíproco dos esposos e dos filhos.   Desta maneira, a vossa casa será também ‘a morada de Deus entre os homens’ (Apoc 21,3), ‘a Igreja doméstica’ (Lumen Gentium, 11) (…)

Oxalá que os vossos lares sejam uma autêntica escola de fé, um lugar de oração, uma comunidade que participa com alegria nas celebrações litúrgicas e sacramentais, de maneira que, pelo facto de partilhar essas experiências  de Cristo, se converta num pequeno Cenáculo com Maria, de onde partam apóstolos do Evangelho e servidores das necessidades dos irmãos”.


Fonte: Atelier “Santuário Lar”, versão Aveiro, 2012.

13 de set. de 2018

Que significa “Santuario-Lar”?

Conferência do Padre Kentenich às Familias em Milwaukee
18 de Novembro de 1963

(…)

Que significa “Santuario-Lar”? 
Muitos de nós consagrámos a nossa casa a Nossa Senhora; não o fizemos apenas em termos gerais, mas sim oferecendo-a a Nossa Senhora como “Santuario vivo”.  Agora oiçam bem.  O que lhes vou dizer tem uma importância absolutamente essencial para o futuro:

Ou que vale para o Santuário original e para os santuários filiais, vale também para os Santuários-Lar.

Com isto, tudo o que dissemos torna-se realmente concreto. O que é que foi prometido ao Santuário-Lar? E o que é que se nos pede? As mesmas seis promessas e as mesmas seis exigências da Acta de Fundação valem também para o meu Santuário-Lar.  Como tudo isto se torna extraordinariamente concreto!

(As seis promessas)
Apresento-lhes o exemplo de uma familia com muitos filhos.  Os pais têm grandes preocupações: como educar corretamente os nossos filhos nesta época e com estas idades?

Que promete Nossa Senhora?

1. “Estabelecer-me-ei de bom grado entre vós”. eu, Nossa Senhora, aqui em casa, e a partir daqui, quero “distribuir dons e graças em abundancia” à a familia. Quer dizer, a partir deste lugar concreto.  Então, que posso esperar?  Em primeiro lugar, que Nossa Senhora habite e reine entre nós.

2. “Daqui, atrairei a mim os corações juvenis”.  Isto vale para os meus filhos.  Não consigo formá-los nem educá-los na religião:  Agora Ela quer atrair a si os corações e educá-los.  O que nós não conseguimos fazer, Ela o fará; assim o promete.

3. “Educá-los ei” é a terceira promessa.  Que grande ajuda para mim quando me sinto impotente na tarefa de educar os meus filhos.  Com que objectivo os educará?

4. “Como instrumentos aptos”. Eis a quarta promessa.

5. E a quinta: “Nas minhas mãos”.

6. Para que pretende Ela utilizar toda a familia, ;ais e filhos?  Para as três grandes metas a que a familia aspira: o homem novo na nova comunidade, o resgate da missão salvífica do Occidente e, por ultimo, a construção e consolidação de uma confederação apostólica universal.

Se estou convencido disso (quer dizer, não só o repito mas creio verdadeiramente) e os meus vizinhos me vêm contar as suas dificuldades, as suas angústias económicas ou os seus problemas com a educação  dos filhos ou coisas semelhantes, então a minha primera tarefa será levá-los ao meu Santuário-Lar.  Visto da perspectiva de Nossa Senhora, isso é como trazê-los ao Santuário aqui em Santa Cruz (Holy Cross, Milwaukee).

(As exigências)

Naturalmente por outro lado, as exigências também se aplican.  A que pedidos devemos corresponder, juntamente com os nossos filhos?  Agora podem constatar como é poderoso o programa de educação e de auto-educação  que nos é pedido.

1. “Provai primeiro que me amais realmente, que levais a sério o vosso propósito.”  Temos que assumir com seriedade a aliança  de amor que selámos en conjunto.  Assumamos-la não sólo do ponto de vista afectivo mas também efectivamente na vida.

2. Que nos pede Nossa Senhora como expressão da seriedade com que assumimos a aliança de amor?  Que nos esforcemos seriamente pela nossa auto-santificação. Quer dizer, os cônjuges devem pôr o seu empenho em santificar-se seriamente, de acordo com o ideal de um matrimônio cristão, tendo particularmente em vista o ideal de uma familia schoenstatteana e de um casal schoenstatteano.  Estas são asa suas exigências! 

Peçamos o mesmo aos nossos filhos.  Naturalmente não é simples.  É preciso um instinto muito afinado para saber como posso e devo apresentá-lo.

3. Passemos ao terceiro pedido  (Tudo se encontra na Acta de Fundação.   Parece-me que, se construíram um Santuário vivo com os vossos filhos, então seria bom tornarem a conversar sobre estas coisas com base na Acta de Fundação).  A terceira exigência é satisfazer esses pedidos da maneira mais perfeita possível e não fazer uma coisa ou outra ao acaso, sem compromisso.

4. Em quarto lugar, isto vale particularmente quando se trata do cumprimento fiel e fidelíssimo do dever.

5. E de uma zelosa vida de oração.


6. E a tudo isso (este é o sexto pedido), devemos dar o caráter de contribuições  para o Capital de Graças.