22 de out. de 2020

O HOMEM NOVO VIVE UM FORTE VÍNCULO A MARIA, AO SANTUÁRIO E AO PAI FUNDADOR (Material Jumas, Brasil)

 O HOMEM NOVO VIVE UM FORTE VÍNCULO A MARIA, AO

SANTUÁRIO E AO PAI FUNDADOR

O SANTUÁRIO

O primeiro Santuário da Mãe Três Vezes

Admirável está localizado em Schoenstatt, na

Alemanha. No mundo inteiro já existem mais de

180 Santuários, iguais ao Santuário original, em

Schoenstatt. No Brasil existem mais de 20

Santuários espalhados em diversos Estados.


Uma característica específica dos Santuários de

Schoenstatt é o nada sem vós, nada sem nós.

Pela aliança de amor, Maria permanece no

Santuário e distribui graças em abundância, mas

pede que seus devotos lhe ofereçam zelosas

contribuições ao “Capital de Graças”. Este é um

grande apostolado que cada um pode realizar.

Assim ajudamos a abrir o caminho da graça, para muitas pessoas pois, pela

comunhão dos santos, o bem que fazemos reverte em bênçãos para os outros.


No Santuário de Schoenstatt, Maria Santíssima é venerada como 

MÃE,RAINHA E VENCEDORA TRÊS VEZES ADMIRÁVEL DE SCHOENSTATT.


Ela é MÃE porque foi dada como Mãe por Jesus agonizante na cruz, com as

palavras memoráveis: “Eis aí a tua Mãe”. Naquele momento, João representou

toda humanidade. Ela é o presente precioso que Cristo nos legou na cruz. Ela

é a Mãe de Cristo e a nossa Mãe.


Ela é RAINHA porque está acima de todas as criaturas, por sua dignidade de

Mãe de Deus. Deus a fez Imaculada, concebida sem o pecado original, cheia

de graça. Depois de sua Assunção ao céu, foi coroada como Rainha do céu e

da terra. É a Rainha porque é a Mãe de Cristo, o Rei do Universo.


Ela é VENCEDORA pelo poder que Deus lhe concedeu, de vencer e triunfar

em todas as batalhas contra os poderes diabólicos. É a vencedora em nós e

por nós, em todos os nossos problemas, nas lutas e dificuldades.


a) Abrigo espiritual

É a graça de um profundo encontro no coração maternal de Nossa Senhora e,

através dela, no coração de Cristo e de Deus Pai. Esta graça nos comunica a

segurança da fé, a certeza da confiança de filhos de Deus e do seu amor; o



saber-nos de verdade membros de Cristo, revestidos de nobreza divina e

partícipes de sua missão.


Por esta graça do Santuário, Maria quer sanar uma profunda ferida do homem

atual: um homem desvinculado, sem lar, sem família, que desconhece o

enraizamento em um tu humano e no Tu divino, que vive angustiado e

atemorizado, nervoso e inseguro existencialmente pelo presente e pelo futuro.


b) Transformação interior

Maria implora para nós no Santuário o Espírito Santo, que forja em nós vivas

imagens de Cristo. Esta graça faz fecundo o esforço pela nossa auto-educação

e nos leva a vencer em nós o “homem velho”, que se afasta de Deus pelo

pecado e se conforma com uma vida medíocre e egoísta. Faz-nos sensíveis à

voz do Senhor e dispostos a seguir em tudo a vontade do Pai; nos liberta das

múltiplas correntes que nos amarram e freiam o nosso crescimento interior, nos

tira da prisão do eu, para nos converter em pessoas abertas ao tu e dispostas a

servir os irmãos, a ser, de verdade, “homens novos” em Cristo.


c) Fecundidade apostólica (ou Envio)

Esta graça, que Maria nos dá no Santuário, em virtude da Aliança, vem

completar o sentido das duas graças anteriores, as quais não são unicamente

um dom que Deus nos faz pessoalmente. Elas representam, em primeiro lugar,

um presente para o mundo e para a Igreja, porque estas graças nos são dadas

para transmiti-las aos outros.


Maria nos chama para ajudá-la como instrumentos na sua missão de co-redimir

o mundo. Ela implora sempre para nós a luz e a força para cumprirmos esta

missão, realizando um apostolado fecundo. Ela nos move a tomar iniciativas e

a nos comprometer ativamente na transformação da sociedade para inundá-la

do espírito de Cristo.

MARIA

A relação com Maria no movimento de Schoenstatt se

funda na posição objetiva que Ela ocupa no plano da

salvação; ou seja, no lugar e na função que Deus deu a

Maria na ordem da redenção. Ela não é uma figura

secundária na Igreja, não se pode equiparar nossa

vinculação a Maria com a vinculação a outros santos,

pois todos eles não ocupam o lugar essencial que Ela

ocupa no plano de Deus e na Igreja.


Maria é a mãe de Cristo e, ao mesmo tempo por sua relação com Cristo, é a

mãe de Igreja. É a encarnação perfeita da nova criatura redimida e da Igreja; é

a “cheia de graça”. Além de encarnar o ideal do homem redimido, Ela

desenvolve ativamente a tarefa de Mãe e Educadora que Jesus lhe confiou em

relação à Igreja e a cada um dos filhos de Deus.


Schoenstatt toma a sério todas essas verdades básicas da fé e procura pô-las

em prática da forma mais fiel possível. Desta forma tem podido experimentar

sempre e continuamente a presença maternal e o poder de Maria ao longo de

sua história.

Por tudo isto, o Movimento de Schoenstatt cultiva uma vinculação

especialíssima a Maria, pois vê nela a resposta aos problemas antropológicos

do nosso tempo. Hoje, quando o que está em jogo é a dignidade e a missão do

homem, quando se desfaz amplamente a relação do homem com Deus e a

harmonia do natural com o sobrenatural, a presença de Maria ganha uma

importância decisiva. Nela o cristão atual pode encontrar, como afirmam os

documentos da Igreja, “a estrela da evangelização”, um norte claro e seguro no

meio do desconserto e do desânimo de muitos. Os bispos latino-americanos

em Puebla afirmaram que: “Esta é a hora de Maria”. Esta foi, desde o inicio, a

convicção de Schoenstatt. Por tudo isto, Schoenstatt é marcadamente mariano.


Só uma piedade mariana não educada, sentimentalista ou supersticiosa, pode

desviar de Cristo. A verdadeira devoção a Maria, como procuramos praticar em

Schoenstatt, nunca pode nos desviar de Cristo; pois tudo o que Maria é e faz,

Ela deve a Cristo e tudo nela nos leva a Ele. Se o encontro com uma pessoa

próxima a Cristo ou o encontro com um santo nos conduz ao Senhor e aviva o

nosso amor por Ele, como não vai acontecer o mesmo, e muito mais ainda,

quando nos aproximamos de Maria e lhe entregamos a nossa vida? Quem

pode nos dar Cristo de uma maneira mais plena do que Maria, que trouxe

Cristo ao mundo?


O Deus que veio a nós em e por Maria quer e espera que também nós

cheguemos a Ele em e através de Maria. Por isso Schoenstatt, justamente por

ser marcadamente mariano, quer se distinguir por um profundo amor e entrega

ao Senhor. Para Schoenstatt não existe, entre a entrega a Cristo e a Maria,

nenhuma contradição. Quem possui um profundo amor a Cristo, por meio deste

mesmo amor, chega necessariamente a Maria. Não se poderia amar

verdadeiramente o Senhor sem amar o que Ele ama, e o ser que Ele mais

ama, acima de todas as criaturas, é sua Mãe Maria.

O PAI FUNDADOR

O Pe Kentenich é o fundador da Família de Schoenstatt.


Nasceu no dia 18 de novembro de 1885, na cidade de

Gymnich, Alemanha. Em 1906 entrou na comunidade dos

padres Palotinos, sendo ordenado sacerdote em 1910. Dois

anos depois da sua ordenação, seu superiores lhe deram o

encargo de Diretor Espiritual dos alunos do seminário menor

dos padres palotinos. 


Como educador desenvolveu um

fecundo trabalho com eles, que culminou na formação do

Movimento de Schoenstatt em 1914. A partir dali consagrou

toda sua vida a esta obra. Depois de uma vida cheia de

alegrias e dificuldades, faleceu em 15 de setembro de 1965, deixando como

herança uma obra de dimensões universais.


Não devemos achar estranho que a família de Schoenstatt acentue tanto sua

vinculação ao fundador. De fato, todas as comunidades religiosas vêem em

seu fundador um instrumento privilegiado do Senhor e reconhecem nele a

vontade de Deus para elas. Pensemos, por exemplo, em São Bento e os

beneditinos, em São Francisco e os franciscanos, em Santo Ignácio e os

jesuítas, em Santa Tereza d ‘Ávila e as carmelitas e, em nosso tempo, em

Santiago Alberioni e a família paulina, em Chiara Lubich e os focolares, etc. Os

últimos papas têm acentuado a necessidade de que as comunidades religiosas

aprofundem e vivam o mais intensamente possível o carisma de seu fundador

e se distingam por um fiel seguimento à sua pessoa e aos seus ensinamentos.

Assim se garante a vitalidade do Corpo de Cristo, que mostra sua riqueza e

unidade na diversidade dos carismas repartidos pelo Espírito Santo.


Além destas razões, válidas para qualquer comunidade na Igreja, devemos

agregar que a profunda vinculação afetiva da família de Schoenstatt ao seu

fundador está também intimamente ligada à originalidade mesma do carisma

de Schoenstatt. Em um mundo no qual experimentamos, cada dia de forma

mais intensa, a destruição e dissolução de todos os laços de amor ou vínculos

inter-pessoais, tanto no campo familiar como na sociedade em geral,

Schoenstatt quer cultivar em profundidade todos os vínculos queridos por

Deus. E entre estes, a relação filial com o fundador ocupa um lugar central.


Tanto que há muitas pessoas e grupos que chegam a selar uma Aliança Filial

com o Fundador, como é muito comum, por exemplo, na Argentina. Mas

também no JUMAS Brasil há rapazes e grupos que já a selaram.


SUGESTÃO DE ATIVIDADES:


I. Conversar em grupo:

1. Como cada integrante do grupo tem se vinculado a Maria, ao

Santuário e ao Pai Fundador?

2. Em qual destes vínculos sentimos necessidade de nos

aprofundarmos? Como poderíamos fazer isto?

II. Sugestão de Capital de Graças para o grupo:

Sugerimos que o grupo se proponha, como Capital de Graças, fazer visitas

ao Santuário mais próximo, ou ler textos sobre Maria, ou rezar a Oração

pela Canonização do Pe. Kentenich.

III. Organizar um PROJETO através do qual o grupo pode aprofundar esta

cláusula do Código da Aliança. (Para organizar o projeto, sigam os passos

descritos na Introdução do Código)

Exemplos:

- Se os integrantes do grupo conhecem pouco o Pai Fundador e não têm

muita relação com ele, poderiam aprofundar na sua história, lendo um

livro sobre a vida do Pe. Kentenich, dividindo os capítulos por cada

integrante e apresentando em comum. Cf. os livros “Um profeta de Maria”;

“Pai e educador carismático” ou “José Kentenich: uma vida para a Igreja”.

- Se os integrantes do grupo conhecem poucos Santuários de Schoenstatt,

poderiam organizar a peregrinação a um Santuário de Schoenstatt

ainda não conhecido pelo grupo, aprofundando na história e missão do

Santuário.

- Realizar a Conquista do Santuário-quarto, segundo um esquema de

reuniões e preparação a ser combinado com o assessor.

- Em lugares onde não haja Santuário ou nas paróquias, conquistar alguma

ermida da Mãe Rainha ou sala para as reuniões do Jumas, como um

lugar especial da presença da Mãe, a exemplo do que acontece nos

Santuários de Schoenstatt. Pode-se conquistar também um “Santuário-Lar”

(Santuário-Sala) do Jumas local.

- Se os integrantes do grupo têm um bom vínculo com o Pai Fundador e

desejam aprofundá-lo, podem trabalhar o tema da Aliança Filial,

descobrindo o que ela significa e se preparando para selá-la, caso se

sintam chamados a este passo de crescimento na sua vida de Aliança.


DICAS DE LEITURA

- KENTENICH, José. Documentos de Schoenstatt. 2. ed. Santa Maria:

Movimento de Schoenstatt, 1995.

- ALESSANDRI, Hernán.O que significa o Santuário de Schoenstatt? 2.

ed. Santa Maria: Pallotti, 2000.

- URIBURU, Esteban. Um profeta de Maria: biografia do Pe. José

Kentenich. São Paulo: Padres de Schoenstatt, 1983.

- ALESSANDRI, Hernán. Padre José Kentenich: um fundador, um pai,

uma missão. Principais etapas de sua vida sob o ponto de vista de sua

paternidade (Ciclo de Palestras por ocasião do Encontro Nacional da

Juventude Masculina no Chile). Santa Maria: Pallotti, 2001.

- MONNERJAHN, Engelbert. Pe. José Kentenich: Uma vida pela Igreja.

São Paulo: Padres de Schoenstatt, 2004.

- FÁVERO, Ir. M. Rosequiel. Imagem bíblica de Nossa Senhora. Santa

Maria: Sociedade Mãe Rainha, 2008. Série “Na Escola de Maria” vol. 1. (Na

forma de nove temas bíblicos elaborados para serem trabalhados nas

reuniões dos grupos)

- FÁVERO, Ir. M. Rosequiel. Os dogmas marianos. Santa Maria:

Sociedade Mãe Rainha, 2009. Série “Na Escola de Maria” vol. 2. (Na forma

de nove temas elaborados para serem trabalhados nas reuniões dos grupos)

- KENTENICH, José. O Rosário. (Palestras sobre o Rosário em 1953 e

1954). Londrina: Instituto de Famílias, 2002.

- FERNANDEZ, Rafael. Vivendo em Aliança: preparação e

aprofundamento da Aliança. São Paulo: Padres de Schoenstatt. (Roteiro

de mais de 30 reuniões para preparar uma renovação da Aliança de Amor

individualmente ou em grupo)

- EU pertenço a Ela e Ela me pertence. Preparação para a Aliança de

Amor. Atibaia: Movimento de Schoenstatt. (Bom para fazer uma revisão da

Aliança de Amor dos integrantes do grupo)

- FERNANDEZ, Rafael. 150 preguntas sobre Schoenstatt. 3. ed. Santiago

de Chile: Patris, 1997.

Vivendo nossa missão de aliança no mundo de hoje

 No mundo atual das demandas e desafios sociais, das mídias sociais e do ritmo acelerado da vida cotidiana, como podemos ser um exemplo de amor de Deus e da Santíssima Virgem para todos aqueles que encontramos; nosso cônjuge, nossa família, nossa comunidade, estranhos que encontramos e no local de trabalho - vivendo assim nossa missão de aliança.


O Papa Francisco, ciente desta situação, declara aos jovens no Brasil no ano 2013 no 28 Jornada Mundial da Juventude. Para ele, entre os muitos anseios de homens e mulheres modernos, existe uma "fome mais profunda" que afeta diretamente a vida do casal e da família:


 “Caros amigos, é certamente necessário dar pão aos famintos - isso é um ato de justiça. Mas há também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode satisfazer, a fome de dignidade. Não há promoção real do bem comum nem do desenvolvimento humano real quando se desconhece os pilares fundamentais que governam uma nação, seus bens não materiais: a vida, que é um dom de Deus, um valor a ser sempre protegido e promovido; a família, a base da coexistência e um remédio contra a fragmentação social; educação integral, que não pode ser reduzida à mera transmissão de informações com o objetivo de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, essencial para o equilíbrio humano e a convivência saudável; segurança, na convicção de que a violência só pode ser superada mudando os corações humanos ”.

Quinta-feira, 25 de julho de 2013 Palestra para Comunidade de Varginha (Manguinhos) Brasil


Diante deste fato descrito pelo Papa Francisco, qual pode ser nossa contribuição?


1 Viver uma vida inspirada pela aliança do amor, onde a decisão e o compromisso ao longo da vida são possíveis através de uma forte espiritualidade matrimonial e da autoeducação para o amor altruísta e generoso.

Aliança do amor é a nossa forma de fé em termos da maneira como ouvimos a Deus e a maneira como nos unimos a Maria e seguimos a Cristo. Desta aliança vivemos nossa cultura da vida na vida cotidiana, bem como nosso apostolado. Nos processos de transição dentro da Igreja e da sociedade, seguimos o caminho dos vínculos. A vitalidade dessa aliança pode ser encontrada em quatro experiências centrais que tornam frutífero o fluxo vital de nosso movimento:

Vivemos vinculados a um lugar que chamamos de santuário. Por esses lugares, somos ancorados interiormente e unidos ao sagrado. Nós cultivamos esses vínculos em vários níveis. Isso cria a segurança de sentir-se em casa; lugares tornam-se fontes de força e energia.

Nós confiamos na imagem paterna do Padre Kentenich, um homem de Deus. O carisma do fundador vive em nós, dando-nos unidade, espírito de família e paixão pela nossa missão. É o carisma do Padre Kentenich que fornece segurança em meio ao pluralismo de opiniões.

Cultivamos uma atitude missionária de viver e agir na Igreja e na sociedade. Pelo nosso testemunho em público, mantemos vivo o espírito apostólico.


A face interna do nosso movimento é o que chamamos de família. Na multiplicidade, buscamos um terreno comum que faça com que a unidade cresça. Este é um dom e, simultaneamente, um desafio duradouro para o nosso ser uns com os outros e para a nossa cooperação no apostolado.


2 Viver o carisma quádruplo de um casal e de uma família de Schoenstatt, dado por Padre Kentenich, especialmente o aspecto da "família missionária".


Pe. Kentenich apresenta casamentos em sua visão da nova família; essencial nos tempos de hoje:

Nós falamos de toda a família, onde o natural está entrelaçado com o sobrenatural, e é, portanto, uma família vigorosa, atraente e forte. É uma família que tem consciência de sua identidade e riqueza, nutre e está aberta a mudanças nas necessidades sociais.


Família unida no amor: um amor nobre e saudável que une todos os membros e abre a família para buscar o bem-estar de todos os outros.


Família saudável: baseada na lei natural, respeitando as necessidades sadias de todas as pessoas, não apenas unidos no amor, mas também na verdade e na justiça.


Família enraizada no mundo sobrenatural: uma família que cultiva o encontro com o Deus da Vida, adota sua vontade e se esforça para construir com Ele como seu instrumento.


Família missionária: é necessário que a célula fundamental da Igreja, a família cristã, seja evangelizada, e assim, por sua vez, se torne uma família evangelizadora. Com o convênio, tomamos uma decisão missionária que nos renovará e transformará para que possamos servir à evangelização do mundo de hoje de maneira mais eficaz. O amor pela Igreja superará a necessidade de reconhecimento e autopreservação. Pedimos a Maria que nos ajude a deixar de lado nossos interesses e a percorrer as periferias da sociedade como nossa contribuição para uma forma mais credível de Igreja.


3 Usando a incrível e forte bênção de o santuário lar (legado da FrK para os EUA)


Nosso Pai e Fundador sente uma estratégia divina por trás disso. Como o cristianismo original surgiu nas famílias, assim também a renovação do mundo deve vir das casas. Neste círculo íntimo e pequeno, a Mãe Santíssima deseja cumprir sua missão ... renovando a família e educando novos homens e mulheres para o mundo de amanhã. Em torno dessas famílias renovadas, outras famílias que experimentam a influência do Santuário Lar se centram. Desta forma, nossos lares funcionarão como imãs: eles atrairão os outros e o círculo se tornará cada vez mais amplo. Ele conclui: “A renovação de nossa família, especialmente aquela realizada por meio de um sério esforço pelo Santuário Lar, parece ser uma excelente maneira de construir um novo mundo, um mundo totalmente novo onde Maria possa agir como em casa. de Zacarias ou na festa de casamento em Caná. ”

É verdade que nosso primeiro apostolado deveria ser nossa própria família. Mas não devemos ser egoístas. A Santíssima Mãe também quer nos enviar de seus Santuários e por isso Ela oferece a graça da fecundidade apostólica. Ela quer nos usar como instrumentos para que todas as famílias do nosso bairro, da nossa cidade e do nosso país se tornem famílias de Nazaré. Assim como Ela reina e educa em nossas famílias de Schoenstatt, Ela quer fazer o mesmo no resto das famílias.


Através de nós, ela quer transformar o país em uma nação de Deus, onde Cristo é a cabeça e ela é o coração. Então, que melhor trabalho apostólico não poderíamos fazer do que levar todos os nossos irmãos e irmãs a Ela? Deste modo, a Santíssima Mãe também pode cumprir Sua missão com eles e dar-lhes Seus dons e graças.


Se vemos as coisas neste contexto, percebemos que nosso Santuário Lar é um presente imensamente grande. Nós nunca podemos ser gratos o suficiente por isso. Mas, pela mesma razão, é um grande desafio: não podemos deixar a Mãe Rainha esquecida nem abandonada.

Lembramos neste contexto nosso lema nacional da Liga das Familias: “Santuário vivo de Schoenstatt, um novo Nazaré, Tabor para o mundo”


4 Sigamos o desejo do Papa Francisco em relação à família para o mundo moderno


'Há quem diga que hoje o casamento está fora de moda. Está fora de moda?', perguntou Francisco. 'Nããããão!', responderam os jovens, em coro.

'A todos, Deus nos chama à santidade, a viver a sua vida, mas tem um caminho para cada um. Alguns são chamados a se santificar, constituindo uma família através do sacramento do matrimônio', continuou.

'Na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é 'curtir' o momento, que não vale a pena se comprometer por toda a vida, fazer escolhas definitivas, 'para sempre', uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã', continuou o Papa, ouvindo do público gritos de apoio.

'Peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade', disse.

'Tenham a coragem de 'ir contra a corrente'. Tenham a coragem de ser felizes!', exclamou o Papa, ovacionado pela plateia. Durante sua viagem apostólica ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude 2013, o Papa Francisco falou bastante sobre a importância do matrimonio e da família.


O objetivo do nosso movimento era “a renovação moral e religiosa do mundo em Cristo através de Maria”. O Fundador expressou o seguinte:

“Vivemos do grande pensamento de que Nossa Senhora quer nos usar como seus instrumentos para reconquistar e edificar o reino de Deus. Portanto, nossa principal tarefa consiste em proclamá-la e fazer com que inumeráveis ​​pessoas façam uma aliança perfeita de amor com ela ”.


1920

O que fazemos para criar matrimônios e famílias santas? O ideal para o qual estamos mirando é criar ilhas de famílias católicas. Da mesma maneira que a igreja primitiva, nós apenas nos elevamos em meio a um ambiente pagão sobre o ideal do matrimônio católico ... ”


“Uma tempestade deve atravessar nosso país, tempestade de santa auto-entrega para a renovação de nossas famílias. Um movimento religioso grande e fundamental passa a existir. ”


Mais tarde ele disse:

“Devemos nos empenhar com o maior fervor para promover um movimento que promova os casamentos católicos. Esse movimento deve trazer o conceito católico do matrimônio puro e testado por Deus ao conhecimento público. Em outras palavras, deve tentar com grande fervor e zelo estabelecer a idéia católica do matrimônio na pureza clássica como um farol para as nações ”.


1948

“Se Nossa Senhora quer formar e educar uma nova ordem social humana e um novo tipo de homem, ela deve necessariamente concentrar todo o seu poder de graça na criação e no aumento de famílias sólidas e sólidas de Schoenstatt”.


Pe. Marcelo Aravena

Assessor

27 de set. de 2020

NÃO TEMAM, VENÇAMOS O MEDO COM O AMOR

 NÃO TEMAM, VENÇAMOS O MEDO COM O AMOR


Queridos amigos e amigas

Fala-se nestes dias que tendo como pano de fundo a situação no nosso país, no mundo e nas nossas vidas pessoais deveríamos ter medo.  Diante de tanta fragilidade e insegurança deveríamos estar medrosos e acobardados.  Vamos falar sobre isso.


O medo ha estado presente na história da humanidade desde os tempos bíblicos.


Interessante que na Sagrada Escritura o tema esta muito presente. O tema do medo aparece segundo minhas pesquisas, posso errar, dezenas de vezes.  O mesmo Jesus fala a seus amigos: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo! (Marcos 6, 45-52).

E hoje: Será que temos medo? Devemos ter medo? E se temos medo que temos que fazer?


Eu acho que seria prudente confrontar o mundo com todas suas falências e agressões como um motivo para estar alertas e preocupados mas sem angustia senão vamos perder o foco e a energia para buscar e tentar soluções.  Não vamos ter nunca todas as soluções para todos os problemas mas podemos resolver muitos com uma atitude enérgica, disposta, profética e corajosa.


Estamos cientes dos problemas do mundo. Não somos ingênuos. Nos, não vivemos dentro duma redoma de cristal. Não.   Estamos num mundo que sofre. Sofre a rejeição de Deus, as injustiças, a guerra, a violência, a perda da dignidade da pessoa humana, os sem abrigo, a confusão de género, a desconfiança nos nossos líderes políticos, as questões dentro da Igreja, a crise na família, o stress económico, a falta de emprego, as situações de saúde e os receios que enfrentamos nas nossas próprias vidas pessoais. Na verdade, conhecemos o medo. Sim, sabemos das exigências e desafios do nosso tempo.


No amor não há temor

Na Primera carta de João 4, 18-19, há uma frase muito eloquente sobre este tema que diz: 

"No amor não há temor. Antes, o perfeito amor lança fora o temor, porque o temor envolve castigo, e quem teme não é perfeito no amor. Mas amamos, porque Deus nos amou primeiro." 

Que significa essa afirmação de João? Significa que nos não fomos criados por Deus para viver com medo. Mas no seu amor e misericórdia! A fim de sermos livres e alegres!


O medo é a barreira que nos afasta do tipo de fé que irá mudar as nossas vidas, e de nossas familias, as nossas relações e até mesmo o nosso futuro como Igreja! Mas o medo não é a nossa única escolha.

Podemos escolher a fé, a confiança que é mais forte do que o medo. Podemos escolher o amor, que é mais forte do que a cobardia. Podemos escolher uma vida na força da Aliança , que é muito mais forte do que a ansiedade e a angustia.


O medo aprisiona, o amor liberta; o medo paralisa, o amor fortalece; o medo desanima, o amor encoraja; o medo adoece, o amor cura; o medo torna inútil, o amor torna útil;


O medo coloca a desesperança no coração da vida, o amor rejubila em Deus.


Era disso que João falava na sua carta quando, muito depois da Ressurreição e muito depois de Pentecostes, escreveu estas palavras poderosas: "Não há medo no amor, pois o amor perfeito expulsa todo o medo". (1Jn 4,18)


Nossa missão é o amor

Eu acho que temos que fazer a escolha correta e sem duvidar. Temos que tomar a Palavra de Deus no seu verdadeiro sentido. Nossa missão  é amar, é o amor. 

Não importa o medo que enfrentamos ou os desafios que achamos no caminho da vida, sempre vamos ouvir Deus sussurrar: "Eu estou convosco. Podeis fazê-lo. Não desistas”.


Vamos juntos descobrir o poder do amor de Deus nas nossas vidas.


Significado desta missão de amor


Reconhecer que Deus é um Deus do Amor

Significa que o primeiro passo que devemos dar é reconhecer que Deus Pai é um Pai de Amor infinito, que crio tudo por amor, faz tudo por amor, conduz a história da humanidade com amor com o único objeto de amar porque ele mesmo é amor e misericordia. 

Significa que quando estivermos abrigados no coração amoroso e misericordioso do Pai, não teremos medo.  Este é o único lugar onde encontramos o repouso e a segurança de que necessitamos para dominar todos os desafios da vida quotidiana.

Ficar seguro no amor do Pai é como estar na paz no olho do furacão. Aí se está seguro porque ali se encontra a calma, mesmo quando todos à sua volta estão em grande destruição. 

Nosso Fundador viveu ao longo de sua vida no olho do furacão ou na beira do vulcão mas sua segurança  foi a sua fé inabalável na Providência amorosa de Deus. 


Para todos os que estão em risco nas tempestades modernas da vida e procuram apoio, a vida e os ensinamentos do Padre Kentenich podem ser um caminho para confrontar com sucesso o "olho do furacão”. No coração amoroso de Deus não há medo"!


Amar aos outros

Em segundo lugar essa missão de amor vai significar que eu debo proclamar e transmitir aos demais esse amor que recebo de Deus Amor.  Como? Com minhas obras boas de cada dia, obras maiores, medidas e pequenas. O amor verdadeiro se valida nas obras assim como a fe.  Uma fe sem obras é uma fe morta.  O amor sem obras, sem gestos concretos está vazio.  Como vamos a proclamar o amor misericordioso de Deus e ultrapassar assim os medos de hoje?

Construindo uma família feliz, saudável, acolhedora,

Construindo comunidade fraterna e amigável,

Melhorando nossos relacionamentos e vínculos com agradecimento e perdão,

Praticado a solidariedade com os mais necessitados,

Promovendo a paz e o entendimento entre as pessoas,

Assistindo ao doente,

Rezando pelos outros

Fazendo meu trabalho extraordinariamente bem,

Rejeitando toda forma de corrupção,

Ajudando a Igreja para seja mais alma do mundo

Levando a Jesu Cristo, Luz do mundo aos irmãos e irmãs na Fe,

Mostrando através de meu testemunho Maria como modelo de cristão e fe, sem medo, sem temor nenhum.


Vençamos o medo com o  amor


O amor deve tornar-se também a motivação básica das nossas vidas. Tudo o que fazemos e empreendemos deve ser medido pela realidade do amor. Tudo por amor, através do amor e con amor.


Nos acreditamos e confiamos no amor de Deus Pai!


Torna-te quem nasceste para ser! Temos de pôr de lado tudo aquilo que nos afasta daquele plano de amor que Deus tem para cada um de nos.


Vençamos o medo com o amor que Deus Pai colocou no coração de cada um de nos e sejamos felizes e livres no meio de um mundo que nos desafia constantemente.  Aprendamos nos também a viver no olho do furacão, na beira do vulcão.



Perguntas para refletir sozinho, em familia ou em grupo:


1 Em que situações e momentos experimento  medo?


2 O que penso eu é a causa do meu medo?


3 Quando sinto medo ou temor compartilho isso com o meu cônjuge? Isso me ajuda?


4 O que acho da proposta expressada no video: o amor pratico e concreto para voltar confiar e vencer o medo?


Pe. Marcelo A.

Assessor Schoenstatt



 


Vida familiar em tempos de crise

 Vida familiar em tempos de crise


Não é surpresa que este tempo de crise mundial de saúde tenha colocado à nossa vida pessoal e familiar um grande desafio.

Vejamos alguns dos aspectos difíceis deste desafio que, paradoxalmente, também traz oportunidades positivas para a vida familiar.


1 Fragilidade


Uma das primeiras experiências é a fragilidade da humanidade.  É como se a nossa existência estivesse num equilíbrio débil e dependente de múltiplos fatores que não podemos dominar ou governar.  Por exemplo, percebemos que a nossa saúde está num equilíbrio muito sensível e que  podemos perdê-la a qualquer momento.  Também a saúde financeira e econômica se tornam instáveis, especialmente quando o emprego se perde ou o salário é drasticamente reduzido, não sabemos por quanto tempo mais.  E as poupanças reservadas para outros fins, têm de ser gastas.  É como estar à mercê de acontecimentos fora do nosso controle.


2 Medo


Outra experiência que nos acompanha é a de sentir medo.  Mas é como um misterioso medo.  É o medo de algo que não vemos e que está à espreita, a rolar pelas nossas cidades, bairros e casas.  Este receio está ligado ao fato de muitas pessoas terem sido infectadas e mortas pelo vírus.  Está também ligada à questão: e se eu contrair a doença do Covid-19 ou alguém da minha família?


3 Impotência


O ser humano que se acreditava o dono absoluto do mundo, colocou o mundo em perigo ao explorá-lo sem limites.  É como se o homem arrogante se tivesse tornado uma ameaça para si próprio.  E agora está impotente perante um inimigo invisível e resigna-se a coexistir com esse inimigo, que o restringirá para sempre ou mesmo lhe tirará a vida. Esta privação, juntamente com a insegurança econômica e de emprego acima referida, pode também ser vista no surgimento de lamentáveis expressões de discriminação social e de negligência dos direitos dos mais vulneráveis.



4 Confinamento e afastamento


Outro aspecto muito relevante que está afetando a nossa vida familiar e social é a realidade, tanto  da quarentena quanto do confinamento e, por outro lado, do distanciamento físico. Ao mesmo tempo que  temos que estar juntos, temos que tentar afastar-nos fisicamente uns dos outros quando estamos fora de casa.  Trata-se, sem dúvida, de uma alteração da nossa forma natural de viver e de nos relacionarmos com os outros.  Esta situação vai durar muito tempo para além da crise atual.  Isto irá mudar radicalmente a forma como nos relacionamos com os outros e com o mundo que nos rodeia.  Esta questão torna-se dramática quando, devido ao isolamento, vemos como as pessoas, especialmente os idosos, doentes e vulneráveis, sofrem de extrema solidão.  É precisamente nestes tempos que é necessário companhia e apoio social para não abandonar aqueles que realmente precisam de mais cuidado, amor e solidariedade.


5 O questionamento de Deus


Também em todo este fenômeno planetário, os críticos de Deus ou de fé fraca emergem com força renovada. E eles perguntam: onde está Deus?  Estará Deus no leme dos acontecimentos da história? Para que serve a fé então?  Neste momento, há um debate infrutífero entre os espiritualistas panteístas que acreditam, que só Deus vencerá miraculosamente a pandemia e, por outro lado, os fatalistas que acusam um Deus ausente, que deixou a humanidade abandonada à sua própria sorte.



Oportunidades e formas de responder aos desafios da crise actual


1 Um tempo para eu refletir, rezar e situar-me concretamente face aos desafios atuais.  


É tempo de me colocar diante de Deus, de reconhecer a minha situação como um ser humano carente e frágil e de pedir a sua companhia, o seu apoio, misericórdia e conforto.


2 Um momento para tomar consciência de quem eu sou e a quem pertenço.  


Precisamos repensar sobre a nossa situação pessoal e avaliar  como vivo individualmente , como é o relacionamento  com os meus entes queridos, sobre quais são as minhas prioridades.  Tenho de mudar as minhas ideias e o meu rumo.  É tempo de rever a minha escala de valores e avaliar o que é importante e ou urgente para mim.  Muitas vezes o stress da vida cotidiana leva-nos em direções indesejadas e perigosas que nos afastam daqueles que mais amamos, do que  me é verdadeiramente  devido e o que é de Deus.  


3 Um tempo para abandonar o individualismo alienante. 


Mais do que nunca, precisamos um do outro. É uma oportunidade de crescer na convicção de que só podemos sair de uma crise como a que estamos  atravessando,  em comunhão, em comunidade, juntos, cada um contribuindo com a sua parte.  Neste ponto, gostaria de salientar alguns elementos importantes para viver em proximidade com outros.  Por exemplo: como é importante poder ouvir o outro e atender às suas necessidades. Ou também aceitar o outro onde quer  que esteja,  com  suas próprias  diferenças. Ou para tentar compreender o outro nos seus medos e ansiedades.  Dar bondade, gentileza e paciência  àqueles que pensam e sentem de forma diferente de mim.  Ou ainda para cuidar amorosamente do outro sem esperar retribuição. Partilhar coisas relevantes com o outro e fazê-lo participar nas coisas que me interessam e que são importantes para mim.  Sem dúvida, este é um momento de dar e receber, de oferecer e de aceitar.


4 Poderíamos resumir que este tempo de crise é uma oportunidade para avançarmos na nossa conversão pessoal e familiar.  


Aqui gostaria de recordar um pouco do nosso Fundador, quando ele pensa no carisma de uma família que se deixa inspirar pela espiritualidade e pedagogia de Schoenstatt.  Em primeiro lugar, o nosso esforço é colocar Deus no centro das nossas vidas.  Quer isto dizer, nada sem Deus.  Nada sem ela, nossa parceira e aliada na Aliança de Amor.  Em segundo lugar, uma família saudável, rica nos seus laços de amor, verdade e justiça.  Por outras palavras, uma família intrinsecamente humana, fundada no amor generoso, paciente e digno.  Em terceiro lugar, uma família missionária que é muito clara sobre o imperativo do Nada Sem Nós da Aliança. É uma família com os seus membros "à saída" com a missão de evangelizar o seu ambiente onde quer que esteja.  Uma família aberta aos desafios da sociedade em que está inserida e vive.  Uma família que conhece e pratica a solidariedade querida por Deus.


5 O apelo a cuidar dos mais pobres e despossuídos com empatia e ajuda concreta. 


Muito tem sido divulgado pelos meios de comunicação social e, nós próprios afirmamos que a pandemia que sofremos nos atinge a todos por igual e não faz qualquer diferença.  O vírus não conhece classes nem ideologias. Sim, é verdade que nos afeta a todos e de alguma forma nos torna iguais, mas os efeitos e as consequências são muito diferentes.   Por exemplo, aqueles que têm  tudo de sobra atravessam a tempestade com menos sacrifícios do que os pobres, para os quais a epidemia é apenas um elemento a mais da dor em que já vivem.


A questão urgente  é saber como chegar aos que mais sofrem e o que faria Cristo ou Maria nesta situação.  Como é que vamos responder?  É verdade que não podemos agora sair  às  ruas para fazer algo inútil.  Mas quando a pandemia passar, qual será a nossa ação concreta?  Ou será que tudo continuará a ser como agora?  Como vamos viver o "Nada sem Ti, Nada sem Nós"?  Esta questão tem de ser respondida com honestidade.


6 Conclusão: O coronavírus será finalmente derrotado pela ciência e pela fé.


Os sinais dos tempos dizem que talvez estejamos perante a possibilidade de um despertar de uma nova consciência planetária, humanitária e ecológica.  Seremos capazes de gerar este milagre de suprema responsabilidade pela criação que é "nossa casa", pensando nas gerações futuras, como ensina o Papa Francisco na sua encíclica "Laudato Si" (2015)?


Por enquanto: Não vamos nos opor a estas duas forças indispensáveis para derrotar o inimigo invisível mas letal. Não. Por um lado, seguiremos todas as indicações das autoridades sanitárias e políticas que querem verdadeiramente salvar vidas e proteger a humanidade.  Apoiaremos todos os esforços da ciência, da tecnologia e do conhecimento humano para derrotar o vírus.  Seremos obedientes.  Por outro lado, vamos, se é o caso, corrigir nossa imagem de Deus e depositar toda a nossa confiança nele e acreditar que o Deus Sábio e Todo Poderoso  está no leme do navio da história.  Rejeitaremos todas as caricaturas "mágicas" de Deus. Abominaremos a existência de um deus volúvel e classista que escolhe quem será salvo e quem será deixado a morrer. Afastemo-nos de uma teocracia primitiva e demos lugar a esse Deus amoroso que, na sua Divina Providência, cuidará de cada um de nós com amor paternal, como  verdadeiros filhos e filhas que somos.


A fé nesse Deus misericordioso e justo dar-nos-á a energia necessária para ultrapassarmos esta crise.  Essa fé que confia no Deus da história, nos dará a inteligência para discernir o que fazer e como agir no tempo que se avizinha.  Esta fé filial tornará possível uma fidelidade comprovada, segura e dupla: fidelidade a Deus e fidelidade ao homem e à criação que o próprio Criador colocou nas nossas mãos.


Acreditamos que esse é um tempo especial para tentar construir um novo Brasil como uma nova terra Mariana.


Pe. Marcelo A.

Assessor Schoenstatt